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Quinta-feira, 13 de Junho de 2013

CASINO DA PÓVOA - Subsídios encapotados do governo para despedimentos

As obras iniciaram-se vai para mais de um ano, mas ainda não foram concluídas. Fala-se já em “derrapagem” nas contas de mais de 1 milhão de euros.

Os quase 12 milhões pretensamente gastos (porque há quem diga que as obras não valem sequer metade, e já se vai perceber porquê) dariam para construir, decorar e mobilar um casino de luxo de raiz, mas não, deram apenas para “modernizar” o antigo.

E em que consiste essa “modernização”?

Para além das necessárias obras normais de manutenção, esconder algumas tristezas com uns painéis e, fundamental, alterar o lay-out da “produção”. 

Antes das obras, na área das Máquinas havia uma caixa em cada sala (salas Parking, Garden e City), e em cada caixa existia um posto de trabalho. Para 3 postos de trabalho, o quadro era de 12 caixas-fixos, o que permitia um normal funcionamento das caixas no atendimento aos clientes.

Actualmente, no novo lay-out, decidiram concentrar todas as caixas numa sala (City) existindo duas caixas, uma em frente da outra, e em cada existem 2 postos de trabalho (aumentou teoricamente 1 posto de trabalho) mas por despedimento de 1 caixa-fixo por alegado comportamento ilegal fundamentado em imagens, ao arrepio do que diz a lei nessa matéria, o quadro dos caixas-fixos hoje é de 11 elementos, o que é manifestamente insuficiente para ter as 3 caixas sempre abertas ao público, e é necessário quase diáriamente as chefias pedirem aos trabalhadores “colaboradores” que troquem de turno para tapar os buracos na escala, criando por vezes a situação ridícula e grave de só ter 1 posto de trabalho aberto em 4!

Um destes postos de trabalho deve, no organograma da sala de máquinas, ser ocupado por um caixa privativo, categoria superior mas que está em risco de extinção, pois o seu trabalho limita-se, hoje, ao pagamento de prémios manuais e ao reprint de algumas guias, quando o sistema informático avaria.

As anteriores funções desta categoria foram atribuídas a uma nova categoria, a de caixa central, criada à margem de qualquer negociação com esse nome pomposo para designar 6 trabalhadores que saíram do quadro dos caixas privativos (eram 12), que passaram a receber mais 400 euros, como pagamento da confiança da empresa (ou não tivessem todos saído  dos  sindicatos em que estavam filiados...) e que  efectuam o mesmo trabalho que faziam anteriormente. Os restantes 6 foram “convidados” a assinar um acordo de polivalência. Um recusou-se e foi bastante pressionado e ameaçado (por ser dirigente sindical, percebeu que o documento é ilegal, pretendendo criar uma outra nova categoria de caixa-misto-faz-tudo e assim reunir as condições para um eventual despedimento colectivo, por pretenso excesso de pessoal, a  lista de "gorduras").

Nessa lista de “gorduras” estão os trabalhadores que não foram convidados a assinar esse acordo de polivalência, fazendo parte 3 elementos da actual Comissão de Trabalhadores e um antigo membro da formação inicial da CT no Casino.

Estes 4 heróis sempre lutaram pelos direitos dos trabalhadores, nunca tiveram receio de ir para Tribunal contestar os vários processos disciplinares de que foram alvo, alguns dignos de um romance de Kafka (Processo Disciplinar, PD, por se recusar a marcar e comparecer a uma consulta médica depois de a ter feito, PD por comer morangos, ler jornais, trabalhar descalço, apagar a luz por segundos, PD por usar o telemóvel, enganar-se num pagamento a um cliente...) tendo ganho a maioria deles, no Tribunal da Relação do Porto, pois o de Trabalho de Barcelos não é muito amistoso para os trabalhadores do Casino da Póvoa... vá-se lá saber porquê...
Assim, a nova disposição das caixas após  as obras, pode criar ou não “filas” entre os clientes mas cria, comprovadamente, a possibilidade de 1 caixa fazer o trabalho de 3.

E quem paga as obras? 50% a concessionária, 50% o Estado! É que o edifício do Casino pertence ao Estado, e o contrato de concessão estabelece que as obras são pagas a meias, claro está, após aprovação do projecto pelo Estado/tutela. Ou seja, o governo sabia do projecto, que este implicava despedimentos, e foi capaz de meter dinheiro no assunto. O que é isto senão o Estado subsidiar o Casino para despedir? Deve ser mais um daqueles projectos ruinosos para atrair operadores de turismo, oferecendo-lhes condições de privilégio inomináveis, em que os últimos governos têm sido pródigos.

No que respeita aos trabalhadores do Casino, nomeadamente das categorias de “caixa”, até agora falámos das possibilidades. Falemos agora das realidades. A táctica Casino é clara: instalar um clima de terror no seio dos trabalhadores. Dos 36 “caixas” chamou 26. Os restantes 10 seriam para despedir. Mas os 26 também! Se não assinassem um documento em que se dispunham a aceitar a polivalência. E mesmo assinando, nada garantiria que não fossem incluídos, também, no despedimento colectivo em programação.

A “tal” promessa, de há uns meses, do novo capataz de pôr a funcionar as salas de jogo com menos 30 funcionários, aqui está.

Por turno, actualmente, são necessários na sala de máquinas: 1 chefe de sala ou adjunto, 3 fiscais, 3 caixas centrais,  1  caixa privativo, 3 caixas-fixos, 5 contínuos/porteiros, 3 técnicos, 2 operadores EZPAY = 21+ 21 = 42  mas são necessários mais 20 para as folgas e férias. O quadro actual da sala de máquinas é de 69 elementos, mas já foi de perto de 150 trabalhadores.  Em menos de uma década, a Varzim-Sol diminuiu o quadro de pessoal das máquinas para metade!! Para onde foi o dinheiro dessa "poupança" com salários???

Mas os requintes não se ficaram por aqui: não houve qualquer reunião (com os sindicatos ou a comissão de trabalhadores) não houve qualquer aviso prévio ou comunicação, os 26 foram, a seco, chamados um a um à presença do seu chefe pessoal e de um director ou equivalente (os caixas da sala de máquinas ao gabinete do chefe de sala, José Fernando, e respectivo director da SM, Eng. André; os caixas da sala de Jogos tradicionais ao gabinete da responsável pelo departamento financeiro – Elizabete Peixoto e do seu chefe, Bruno Batista) para lhes ser posto o documento à frente para assinar e dado o prazo máximo de 1 dia para aceitarem ou recusarem. Alguns foram pressionados e ameaçados com o despedimento se não assinassem!

Mas nem assim! Uma parte importante dos “caixas” recusaram assinar. O Casino tem agora à perna a ACT por causa deste caso. Mas sabemos que o casino voltará à carga se as condições políticas lhes forem favoráveis, já que, a dado momento, meteram uma série de estagiários a trabalhar quase á borla no Club-In.

Portanto, o que há a fazer, para além de resistir a todas as investidas do Casino, é impedir que as condições políticas lhe sejam favoráveis, é correr com este governo vende-pátrias, é constituir um governo democrático patriótico.

publicado por portopctp às 23:00
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