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Sexta-feira, 30 de Dezembro de 2005

Vítimas e vítimas

Dois candidatos à presidência da república apresentaram hoje recurso relativo à decisão da não aceitação das suas candidaturas pelo tribunal constitucional. Uma outra candidata, apesar de ter mais de 7500 assinaturas de proponentes e das respectivas certidões de eleitores, desistiu por não querer gastar mais dinheiro com advogados. A razão da recusa da candidatura desta última candidata pelo tribunal residiu no facto das declarações de propositura não identificarem completamente a candidata: faltava o nome dos progenitores. No caso dos dois primeiros residiu no facto de não terem juntado a tempo (segundo o tribunal) todas as certidões de eleitor necessárias ao completamento do processo. Independentemente do que venha a resultar dos recursos, estes factos mostram a dificuldade da apresentação de candidaturas à presidência da república sem uma estrutura devidamente montada. Juntas há que põem todo o tipo de obstáculos à passagem de certidões de eleitor. Da nossa própria experiência podemos dizer que a Juntas da Foz do Douro e Santo Ildefonso o fizeram na margem da lei. Outras "perderam" pedidos de certidão que, mais tarde, vieram a encontrar no fundo de gavetas. Nada disto parece inocente. Tudo questiona a igualdade dos cidadãos perante o Estado. Que tipo de democracia poderá existir quando essa igualdade não está garantida? Enquanto isto acontece, dois dos candidatos do g5, queixam-se publicamente de que estão a ser vítimas de discriminação por parte da comunicação social. Caricato. Um deles, sempre que tosse, bebe um café ou come bolo-rei, tem a televisão a filmá-lo. O outro tem tido a sua campanha, completamente vazia de ideias novas e alimentada por "faits divers" relativos ao seu falso corte com o partido de que faz parte, fortemente ampliada pela comunicação social. Com estes exemplos já não nos espantava ver o conjunto dos candidatos do g5, indignados, a apresentar queixa contra a entrevista a Garcia Pereira na RTP (em atraso relativamente aos outros candidatos e marcada para dia 5 de Janeiro) por o beneficiar e a CNE a dar provimento a tal queixa. A nova UN já está instalada. Ainda tem alguma vergonha, mas pouco falta para a perder.
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Quinta-feira, 29 de Dezembro de 2005

Equilíbrios

A assembleia municipal do Porto, como era de esperar dada a sua composição, aprovou o orçamento para a câmara municipal com os 27 votos a favor da coligação PSD/CDS e os 26 votos contra das restantes forças políticas representadas na dita assembleia. Os argumentos das diversas partes também foram os esperados: o presidente da câmara argumenta com o equilíbrio das contas, a oposição com a opacidade das mesmas. No fundo para a oposição o que falta são as notas explicativas, não uma política diferente. Se bem que a transparência seja uma condição mínima da democracia e por isso estamos de acordo genericamente com as críticas que a isso se refiram, quando se trata do orçamento tem que se ir bem mais longe. Tem que se ver a quem serve, muito para além das aparências. As obras nos bairros vão servir os moradores ou os construtores e os especuladores? Os peões e o transporte público são as prioridades no que respeita às obras na rede viária ou será o transporte privado? Estão consideradas as questões de segurança e da protecção civil? E a educação, limita-se à construção de mais dois pavilhões polivalentes? A requalificação urbana vai ser gerida à margem dos eleitos? E a muito mais responde este orçamento apesar da falta de transparência. E as respostas são de molde a que o orçamento tenha de ser recusado. Outras respostas faltarão: quanto vai aumentar a taxa de saneamento, que transportes públicos vão desaparecer, quantos amigos serão nomeados, etc. etc. É para não responder a isto que determinados serviços estão transformados em empresas. Ao equilíbrio das contas argumentado sobrepõe-se o equilibrismo na corda bamba da demagogia da cambada de edis portuenses.
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publicado por portopctp às 17:41
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Quarta-feira, 28 de Dezembro de 2005

Cata-vento

A manifestação da intenção de sugerir ao governo a criação de uma secretaria de estado ou de uma direcção geral que acompanhasse as empresas multinacionais instaladas no país por parte de um candidato pertencente ao g5, veio fazer com que todos os outros membros do g5 viessem a manifestar a sua indignação face a essa "interferência numa área que só diz respeito ao governo", havendo mesmo um deles que convocou a esse propósito uma conferência de imprensa. Que tolice! Temos aqui o caso caricato de 5 candidatos todos em competição a ver qual deles tem a melhor fórmula para ajudar o governo reaccionário do Sócrates, um através de sugestões e os outros através da passividade. E fazem disto notícia. Esquecem que o importante para os trabalhadores não é nada disso, o que é importante nestas eleições presidenciais é que fique claro que os portugueses não querem nem Sebastiões nem Tomases. Ressalta, contudo, um aspecto de toda esta história: a táctica estudada e aplicada por Cavaco. Não é a primeira vez que a utiliza: primeiro afirma, depois vê as reacções e, consoante estas, dá uma nova "versão melhorada" do que anteriormente tinha afirmado. Se por um lado parece vir a colher em dois campos é, por outro lado, reveladora de um caracter obtuso tipo cata-vento. Também os cata-ventos têm um objectivo e o deste é o de servir da melhor forma os desígnios dos capitalistas.
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Terça-feira, 27 de Dezembro de 2005

Os incomuns

Foi hoje noticiado que a candidatura de Garcia Pereira foi aceite pelo tribunal constitucional. Nada de espantar para o comum dos portugueses, já que esta candidatura corresponde a corrente com implantação forte no seio do povo. Parece aparecer como facto extraordinário aos olhos dos incomuns que mandam nos órgãos de comunicação social e dos membros do g5 que por aqueles são apoiados. Mas também para esses incomuns já era de esperar que a candidatura de Garcia Pereira iria para a frente. Todo o silenciamento da candidatura tinha por objectivo para além do próprio silenciamento das ideias também o dificultar a recolha de assinaturas. Da nossa experiência podemos afirmar que vários trabalhadores da cm do Porto não assinaram por temerem represálias: ao terem conhecimento que era necessária uma certidão da junta de freguesia não quiseram assinar a propositura afirmando o seu medo de represálias. O mesmo aconteceu relativamente a fregueses de autarquias na mão de caciques. Podemos afirmar que estes são votos certos em Garcia Pereira (porque por enquanto estes cidadãos acreditam que o voto é secreto). Tudo isto revela o clima de intimidação existente em relação aos apoiantes de Garcia Pereira e também a vontade do povo de enfrentar essa intimidação. Tudo isto revela o tipo de democracia que nos querem impor e o combate que é necessário travar para pelo menos ter o direito à palavra. Ainda estamos para ver que contorcionismos vão agora os incomuns fazer para justificar a ausência de convite à participação de Garcia Pereira nos "debates entre todos os candidatos" que já realizaram.
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Quarta-feira, 7 de Dezembro de 2005

Não se compreende!

Transcrevemos na íntegra a posição pública da Associação de Moradores do Bairro do Aleixo quanto à reestruturação da rede dos STCP: "Ao cuidado do Conselho de Administração da STCP. Ex.mo Senhor Presidente do Conselho de Administração da STCP, A Direcção da Associação de Promoção Social da População do Bairro do Aleixo vem, pela presente, junto de V. Ex.a, lamentar profundamente as alterações que vão ser introduzidas na rede de transportes publicos, até final deste ano, no que diz respeito ao fim de algumas carreiras ou à redução de outras. Lamentamos, nomeadamente o fim da carreira n.º 31 que serve os moradores do bairro do Aleixo e da zona da Arrábida, na sua maioria gente idosa, que utilizava esta linha para fazer as suas deslocações diárias, sobretudo nas idas ao médico. Na verdade, a supressão desta carreira vai prejudicar seriamente os idosos destas zonas, que infelizmente não possuem outro meio de transporte que lhes permita deslocar-se com comodidade nas suas saídas. Os STCP são uma instituição secular que sempre prestou um serviço público aos cidadãos do Grande Porto, pelo que não se entende esta reestruturação que vai penalizar aqueles que mais precisam deste meio de transporte: os idosos, os estudantes e aqueles que trabalham e não possuem meio próprio para se deslocarem para os seus empregos. Por essa razão, porque os STCP foram fundados com o próposito de servir as pessoas, não se compreende esta medida que afecta os idosos sobretudo quando se fala tanto na necessidade de respeitar e defender os direitos dos mais velhos. Por outro lado, fala-se tanto na necessidade de se abrir os bairros à cidade e os STCP tomam esta medida que vai agravar ainda mais a guetização a que está votada as populações dos bairros sociais. Não se compreende! Esperamos, siceramente, que as mais recentes posições públicas que nos últimos dias têm reprovado esta reestruturação, façam reflectir V. Ex.as, no sentido de se obter uma solução que sirva a todos e não agrave a situação exclusão social à qual esta já votada a população deste bairro, mormente a sua população idosa. Com os melhores cumprimentos, na expectativa de obter da Vossa parte o melhor entendimento para a questão aqui colocada, somos, A Presidente da Direcção da APSPBA Comendadora Rosa Teixeira"

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Sexta-feira, 2 de Dezembro de 2005

Pioneiros

Tomámos empiricamente conhecimento de norma existente no metro: os passageiros só podem entrar nos autocarros ao serviço do metro se estiverem completamente encharcados. Percebemos isso ao falar com o esforçado motorista que, a cem metros do ponto de embarque com a sua vista de falcão, esperava atentamente que tal facto acontecesse. Vá lá que o S. Pedro foi amigo e, para além de chuva, mandou vento para que os passageiros mais ignorantes da tal norma que tentavam resguardar quanto mais não fosse a cabeça nos confortabilissimos abrigos existentes, pudessem cumprir o requisito. O metro também foi amigo ao dimensionar os abrigos: a sua exiguidade permite que rapidamente metade dos passageiros, mesmo que ignorantes, consigam cumprir a condição. A única preocupação que nos assalta é saber como é que nos dias que não chove se soluciona o problema. Os passageiros já formam fila nas lojas andante a exigir medidas, querem que se cumpra a norma e pretendem mesmo alargá-la às estações subterrâneas. Nós fazemos aqui a nossa proposta: o metro deve instalar um depósito de água de grande dimensão em cada estação, fornecer um balde a cada motorista e a cada segurança, pagar-lhes um pouco mais e determinar que passa a fazer parte das suas funções despejar um balde de água por cima de cada passageiro quando este for a entrar no transporte. Assim teremos solução. Assim o metro do Porto poder-se-á orgulhar de estar na vanguarda de todos os metros. Será pioneiro. Temos de manter o segredo, não vá acontecer que outra cidade e outro metro se antecipem na concretização.
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Quinta-feira, 1 de Dezembro de 2005

Remédio

Entraram hoje em vigor os aumentos das reformas. Não falta demagogia na propaganda em redor. Fala-se em percentagens. Mas o que os reformados pobres vão receber a mais por mês não chega para cobrir o aumento de preço verificado, durante este ano, numa bilha de gás e, na maior parte dos casos, na renda de casa. Vão ficar sem "saldo" disponível os aumentos da electricidade, da água, das taxas de saneamento, dos transportes, do pão, dos remédios. O remédio que este governo propõe para um reformado pobre não morrer de inacção parece ser que este coma os alimentos crús, ande sempre a pé, apague as luzes, troque os remédios por mézinhas caseiras e tudo o que imaginação ditar para evitar gastar dinheiro. Assim, para o governo, estará bem. Assim, para o governo, tudo o que podia fazer, foi feito.
O remédio para o Povo é derrubar este governo.
publicado por portopctp às 20:40
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