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Sábado, 25 de Março de 2006

Rui Rio e António Costa: a mesma política

Depois de, há poucos meses, terem merecido a atenção do ministro do ambiente, eis que, de novo, os "bairros problemáticos" merecem uma atenção ministerial, a do ministro da administração interna. Se no passado se tratou de anunciar milhões para serem gastos a pretexto dos bairros (todos sabemos a quem se destinam realmente esses milhões), agora trata-se de reforçar o patrulhamento policial, de armamento mais eficaz,  sempre à mão e pronto a atirar. O pretexto é a morte de agentes durante o ano passado. As consequências serão o aumento dos assassinatos impunes de inocentes, no momento considerados "suspeitos" porque moram ou passam em "bairros problemáticos". A carta branca que o ministro quer dar à polícia para matar impunemente chamada de modelo integrado de prevenção e intervenção policial tem de ser repudiada. A pena, caso seja aplicado tal modelo, será cara em vidas humanas e os resultados serão os inversos dos anunciados. Quem deve estar a bater palmas é o presidente da câmara: a política para os bairros defendida por Rui Rio vai no mesmo caminho. Por isso deve ser também repudiada
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Quinta-feira, 23 de Março de 2006

Ouro sobre azul

Fazendo lembrar a actuação do ministro da saúde a propósito do encerramento de maternidades (que usou formato de tal forma "imaginoso" para comunicar o encerramento de 16 maternidades, que, quem ouvisse só o que foi dito em voz mais alta, ficaria convencido que sete delas não iriam encerrar), o plano de encerramento de 4500 salas de aula do ensino básico e pré-primário, é apresentado como contemplando apenas e lamentavelmente os alunos de 1500 escolas. A teoria é a seguinte (daí o lamentavelmente): segundo as estatísticas os alunos dessas 4500 salas de aula têm, em média, um mais fraco aproveitamento escolar que os alunos das escolas maiores e, intui a ministra, a razão desse mais fraco aproveitamento é o facto de frequentarem escolas com poucos alunos. Desta intuição passa rapidamente à seguinte conclusão lógica: para melhorar o aproveitamento desses alunos o que há a fazer é tranferi-los para escolas que tenham mais alunos fechando, consequentemente, as escolas que actualmente frequentam. Ouro sobre azul.
Assim como o ministro da saúde diz estar preocupado com as condições de segurança existentes nas maternidades que quer fechar, também a ministra da educação diz estar preocupada com as condições pedagógicas das escolas que quer fechar. São este tipo de preocupações que definem e diferenciam a ideologia deste governo. Preocupações apresentadas como sendo com a população mas que realmente são preocupações com a felicidade dos seus chefes do BCE. Pois do que se trata é de aplicar a receita do BCE: sugar o máximo de recursos ao país através do sacrifício dos trabalhadores e dos seus filhos, salvaguardando, como não poderia deixar de ser, os interesses dos seus apaniguados e agentes locais (banqueiros e outros capitalistas).
As "poupanças" que esperam obter com a não criação de condições nas maternidades e nas escolas que não as têm e com o encerramento desses mesmos equipamentos, empregam-nas "melhor" mantendo as taxas de impostos reduzidas para os bancos e aumentando os "incentivos" ao investimento privado. É preciso notar que, a par de um aumento incessante do consumo de bens de luxo, da sub-facturação das exportações e da sobre-facturação das importações, destinadas á exportação de lucros sem impostos por falseamento das contas (às vezes transformando lucros reais em prejuízos nas contas, exportando, nesse caso, para além dos lucros, o valor dos "incentivos" de forma directa), existe uma total falta de transparência e controlo sobre o tipo e o valor dos incentivos dados aos novos "investidores".
Como se vê, a nível interno, estas poupanças do Estado manifestam-se, por um lado, pelo crescendo de gastos sumptuários em bens de luxo e pela exportação frudulenta de capitais, e por outro, pelo crescendo de sacrifícios para a generalidade dos trabalhadores e pela pauperização geral do país.
Portanto, olhando ao brilho deste ouro e ao tom deste azul, estamos falados sobre a ideologia deste governo. 

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Domingo, 19 de Março de 2006

CONTRA AS GUERRAS IMPERIALISTAS

Foi distribuído hoje nos distritos do Porto e de Braga o seguinte comunicado da Org. Reg. do Norte do PCTP/MRPP:

Passam no próximo dia 20 de Março, três anos sobre a infame invasão do Iraque pelas tropas da "coligação anglo-americana". Decorre, neste momento na zona de Samarra, a operação "enxame", a maior operação militar, pelo número de homens envolvidos e pela quantidade de meios empregues, desde o início da guerra. Esta operação foi iniciada pelas tropas ocupantes com actos de guerra suja: a destruição, há poucos dias, da mesquita xiita da cúpula dourada dessa mesma cidade iraquiana, seguida da destruição de mais de uma centena de mesquitas sunitas, do assassinato de centenas de sunitas e de manobras de contra-informação militar acusando, no primeiro caso, os sunitas desse atentado e, no segundo caso, os xiitas de retaliação. O objectivo é claro, deslocar as forças da resistência da luta contra a ocupação para combates fraticidas entre crentes dos diferentes credos religiosos. A "preocupação" das forças ocupantes com a possibilidade da eclosão de uma guerra civil no Iraque não passa de propaganda a favor do início dessa mesma guerra: o seu interesse é dividir para reinar. Outro facto não menos importante e revelador do desespero dos ocupantes perante a resistência iraquiana à ocupação e a resistência dos seus próprios povos à continuação da guerra, é terem deixado cair a ideia, muito propagandeada no início, de transparência desta guerra: as notícias sobre os resultados das operações são escassas, poucas ou nenhumas imagens aparecem, toda a informação é censurada, não há jornalistas a acompanhar em permanência as tropas nem é permitida a presença de jornalistas independentes nos locais da operação.
A acompanhar esta situação, o balanço da ocupação cifra-se em mais de 82.000 presos iraquianos torturados e acusados, a maior parte sem provas, de pertença à resistência, centenas de milhar de mortos civis, milhões de famintos, uma economia destruída, dezenas de milhar de casas em escombros, uso de armas químicas proibidas contra civis ao arredo de tratados assinados pelos próprios EUA e inúmeros outros crimes cometidos contra o povo iraquiano.
Não contentes com estes resultados os EUA, com a complacência e a conivência da UE, preparam já uma nova guerra de agressão ao Irão. Do governo português, sabujo como sempre é, só há a esperar, caso não haja uma forte oposição popular, o apoio a essa política. Foi assim na Jugoslávia, onde se mantêm ainda tropas portuguesas de ocupação, foi assim no Afeganistão, onde foi reforçada há pouco a presença militar portuguesa. O novo presidente já deu o mote: no que diz respeito à política externa o que há a reforçar é o "eixo-atlântico". Todos sabemos o que isso significa em termos de submissão e alinhamento activo com os interesses do imperialismo americano.
Resta-nos, pois, lutar.
GUERRA DO POVO À GUERRA IMPERIALISTA!
OS POVOS VENCERÃO!
NÃO À GUERRA DE AGRESSÃO!

Org. Regional do Norte do PCTP/MRPP
19 de Março de 2006

 

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Quinta-feira, 16 de Março de 2006

todos à Praça D. João I no Porto, dia 19 às 15h

Quando, na aparência, os ânimos ocidentais contra o Irão se devem à possibilidade deste vir a utilizar a capacidade técnica e científica que adquirirá, com o emprego legítimo da energia nuclear em fins civis, para o fabrico de armas atómicas, eis que surge na imprensa a notícia de que o RU e os EUA têm em adiantado estado de execução programa de investigação destinado ao fabrico de um novo tipo de armas atómicas.
Na comunicação social ordinária ninguém comenta, ninguém se insurge, ninguém denuncia como acção provocatória aos povos: tudo é, neste caso, para o "bem". Em contrapartida, tudo o que parte do Irão é para o "mal".
Interpretações da realidade deste tipo, simples de assimilar e facilmente adoptáveis (nós somos bons, portanto tudo nos é permitido, eles são maus, portanto nada lhes pode ser permitido), foram os tipos de interpretação preferidos e utilizados para efeitos de propaganda na preparação de guerras em todos os tempos pelos agressores. É que é preciso ânimo para empreender uma acção desse tipo. É que é preciso ter forma de estigmatizar quem entre "nós" se oponha à destruição dos "maus". E este é um caminho já iniciado.
Um outro bom exemplo disso é, por um lado, a impunidade com que Israel em sintonia e com a anuência dos EUA e RU (todos fazendo parte do lote dos bons) rasga tratados anteriormente subscritos, invade território palestiniano, destrói propriedade palestiniana (a prisão de Jericó), captura presos que cumpriam a parte final da pena estabelecida ao abrigo de acordo (por imposição de Israel, e  assentimento dos EUA e RU, a autoridade palestiniana tinha-se visto obrigada a prender algumas pessoas sem provas) e assassina um preso e um polícia palestinianos e, por outro lado, a condenação da reacção popular palestiniana (os maus) a esse vil ataque e a ameaça de retaliação com o "corte" da "ajuda da UE".
Outros "maus" são os iraquianos que resistem, faz no próximo dia 20 três anos, à ocupação do seu país pelos "bons". "Bons" que, como são "bons", não se inibem de usar esquemas de guerra suja para alcançar os seus intentos de dominação: quem poderá ter destruído a mesquita da cúpula dourada de Samarra senão agentes das forças de ocupação em acção de guerra suja? Que dizer de milhares de assassinatos de iraquianos anteriormente capturados secretamente por forças da coligação ou da polícia controlada por essas forças, senão que são acções de guerra suja? A existência de clima de guerra civil no Iraque é um desejo das forças de ocupação que tudo fazem para o realizar. É o que se costuma dizer: dividir para reinar.
E o que é que nós portuenses e, por isso, portugueses temos a haver com isso? O novo presidente deu a resposta: nas suas palavras, um dos traços fundamentais da nossa política externa futura é o reforço do "eixo atlântico". Isso significa a continuação da submissão da política externa portuguesa à política norte-americana; isso significa que o presidente está disposto a que Portugal participe com tropas em eventual agressão ao Irão; isso significa que continuarão a permanecer na Bósnia, no Kosovo, no Afeganistão, tropas portuguesas como tropas de ocupação; isso significa que forças portuguesas continuarão a treinar cipaios iraquianos; isso significa continuar a ceder a base das Lajes para (e) tudo o que eles queiram, aos EUA; isso significa que Portugal continuará a pertencer a uma organização agressiva e criminosa como a NATO. E isto tem tudo a haver connosco. É por isto que é necessário a cada aniversário da infame invasão do Iraque sairmos à rua para denunciar os assassinos, para nos opormos à ocupação de territórios de outros povos, para nos opormos às guerras de agressão, para, em suma, nos opormos ao imperialismo e aos seus agentes locais.

PORQUE LUTAM, OS POVOS VENCERÃO! 

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Quarta-feira, 15 de Março de 2006

Não tarda estamos como a Argentina

O ministro da saúde veio ontem anunciar que: os blocos de partos dos hospitais de Barcelos, Santo Tirso, Oliveira de Azeméis e Elvas vão encerrar até 30 de Junho; Amarante e Figueira da Foz encerrarão até 31 de Dezembro; das maternidades de Mirandela e Bragança, uma delas, à escolha do conselho de administração de ambas as unidades, encerrará, também, até 31 de Dezembro; o mesmo, da mesma forma e até à mesma data sucederá a duas das seguintes três maternidades, Guarda, Covilhã e Castelo Branco; o mesmo sucederá, em data ainda incerta mas que o ministro quer próxima, às maternidades de Chaves, de Torres Vedras, de Cascais e de Vila Franca de Xira. A forma como o ministro anunciou esta medida gravosa acentuando que uma parte destas unidades não encerraria, seguindo-se, mais baixinho, o "até quando", apondo de seguida as condições a partir das quais passariam a encerrar, mostra quão baixo pode descer um ministro. Também a argumentação justificativa foi do mais baixo jaez: 16 blocos de parto estão a funcionar sem condições de segurança. Logo em vez de contratar o pessoal clínico em falta e adquirir os equipamentos que determinam essa falta de segurança, o ministro resolve fechar uma parte dos blocos (se se trata de falta de condições de segurança não se percebe porque é que só toma medidas em relação a parte das maternidades e porque que é que essas medidas não são imediatas). Depois argumenta dando a entender que a OMS não considera seguras maternidades onde ocorre um número de partos inferior a 1500 por ano. Não o diz mas dá a entender que ele, pobre coitado, bem que pretendia manter essas maternidades abertas, o problema é a OMS que não deixa. Já começamos a estar habituados a este tipo de manipulações por parte deste ministro. No que respeita ao anti-virus para gripe das aves foi o golpe que foi, agora é isto, novo golpe do mais soez que pode haver.
Primeiro os impostos, depois as reformas, agora a saúde e a educação, nada chegará para tapar o défice e cada vez nos aproximamos mais duma crise tipo Argentina se se prosseguir com a política deste governo e deste presidente.

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Sexta-feira, 10 de Março de 2006

O bis

Continuando na senda traçada durante a campanha eleitoral, e como seria de esperar, o novo presidente da república não teve mais nada a dizer aos seus convidados e, por extensão aos portugueses, no seu discurso de tomada de posse de ontem, do que banalidades hasteadas a políticas que se podem resumir a: existem "cinco grandes desafios cruciais para abrir caminhos consistentes de progresso" a Portugal (crescimento económico, a qualificação dos recursos humanos, a melhoria dos sistema de justiça, a sustentabilidade da Segurança Social e a credibilização do sistema político) e que para o país os ganhar é preciso que o governo e a oposição se ponham de acordo. Olhando às linhas programáticas do governo de Sócrates, às suas concretizações e à actuação da oposição, o discurso não valeu o tempo de o ouvir, pois foi um bis ao programa do governo e um aplauso à actuação da oposição parlamentar cujos resultados práticos em miséria, desigualdade, supressão de direitos e opressão para o povo estão à vista. Insistir no mesmo não tem os mesmos resultados, pelo contrário, estes vão piorando em cada insistência. Contemos, pois, connosco e executemos uma polícica correcta, porque é a única forma de concretizar os sonhos de uma vida sem a miséria e a opressão do passado e do presente.
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Quarta-feira, 8 de Março de 2006

A melhor maneira

Quando no dia 8 de Março de 1857, os patrões e a polícia trancaram as portas e atearam fogo à fábrica de tecidos Cotton em Nova Iorque, assassinando por asfixia e carbonização as 129 tecelãs em greve pela redução para 10 horas do horário de trabalho que aí se haviam refugiado da repressão policial, mal sabiam que essa data iria ser recordada para todo o sempre em homenagem a essas mulheres. Essa greve foi a primeira empreendida exclusivamente por mulheres. Ao assassiná-las os patrões e a polícia pretendiam cortar de vez a possibilidade de as mulheres lutarem pelos seus direitos. O resultado foi o inverso, não por qualquer motivo extra-material, mas porque as mulheres não se atemorizaram, antes elevaram a sua consciência e, por sua vontade e inteligência, se dispuseram cada vez mais ao combate. 149 anos após estes acontecimentos, a melhor maneira das mulheres do Porto comemorarem o seu dia internacional é juntarem-se às mulheres de todo o mundo na luta contra a exploração do trabalho humano.

VIVA A LUTA DAS MULHERES!

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Segunda-feira, 6 de Março de 2006

De bem a melhor

Se os monopólios, enquanto entidades abstractas, são alvos de todos os ataques (Fim e meio), a concorrência é escolhida por todo o tipo de organizações, instituições, economistas, comentadores, políticos, etc. como a grande amiga do cidadão. Segundo toda essa gente o mal do país consiste em não existir concorrência suficiente em todos os sectores e por isso seria necessário "fomentar a generalização de uma cultura de concorrência junto dos agentes económicos e do público em geral". E, se assim o pensaram, assim o fizeram: a promoção de uma "cultura de concorrência" foi levada a cabo em cada intróito de lei, em cada intervenção ministerial, em cada artigo de jornal, em cada programa televisivo. É dessa "cultura" que decorre o código do trabalho ou, por exemplo, os preços médios exorbitantes das chamadas de telemóvel (se só houvesse 1 rede de telemóveis o preço médio das chamadas seria provavelmente metade) ou as especulações imobiliária e bolsista. É devido à predominância dessa cultura que hoje estamos tão "bem" e devido ao seu incremento que amanhã estaremos "melhor".
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Domingo, 5 de Março de 2006

O cúmplice

Na passada sexta-feira, o presidente cessante, veio de visita ao Porto. Serviu a visita, para além de ser feito sócio honorário nº 1 da Associação Museu da Imprensa, para participar no debate «Portugal: que futuro?» promovido pelo Clube Via Norte. E, segundo a imprensa, o futuro que o presidente em cessação de mandato viu para Portugal foi o de um país com um novo nível autárquico de topo: as regiões. Daí o governo estar já, aos poucos, a reorganizar o aparelho de estado no sentido de fazer coincidir as divisões administrativas dos serviços que são descentralizados com a divisão em cinco zonas-plano existente correspodentes às ccdr do norte, do centro, de Lisboa e vale do Tejo, do Alentejo e do Algarve. Depois, a ideia, é centralizar nas ccdr todos esses serviços e competências. Seguidamente, atribuir-lhes novas competências e poderes criando, dessa forma, uma espécie de governos regionais. Finalmente, caso a "experiência" corresse bem (ou quando corresse bem), seria posta à consideração dos cidadãos a possibilidade da eleição dessa espécie de governos regionais. Poderia acontecer serem os próprios cidadãos a exigir a eleição desses órgãos e, nesse caso, nem sequer seria necessário esse acto que chamariam de "novo referendo sobre a regionalização". Eis o novo plano para realizar a regionalização política do país. Eis como a "nossa" democracia procede quando as propostas de quem se considera dono dessa "democracia" são derrotadas em referendo. Depois de recusar a discussão de um assunto desta importância de forma ampla em sede eleitoral, como aconteceu nas recentes autárquicas e legislativas, põe pés ao caminho, discute o problema entre amigos, giza um plano e inicia o processo. É o vingar da velha ideia de Salazar e quejandos: os portugueses não estão preparados para decidir sobre os seus interesses. Sampaio escolheu terminar no Porto com gesto eloquentíssimo do que foi o seu mandato, exibindo, mais uma vez, a sua cumplicidade com essa ideia.
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Quinta-feira, 2 de Março de 2006

Fim e meio

O combate aos monopólios parece ser, hoje em dia, um combate sem opositores. O governo combate os monopólios, a autoridade da concorrência combate os monopólios, a comissão europeia combate os monopólios, as associações empresariais combatem os monopólios, o FMI, o BM e o BCE combatem os monopólios, a OMC combate as práticas monopolistas, as associações de defesa dos consumidores combatem os monopólios, os grupos ecologistas combatem os monopólios, os sindicatos combatem também os grandes monopólios; enfim, tudo o que parece mexer em economia, resumido, não passa de combate contra os monopólios; é como que a vida, em economia, tivesse por fim o combate aos monopólios. O monopólio é como que uma espécie de força da natureza malfazeja contra a qual, qualquer combate só pode ter como resultado a constatação de que essa força existe e prevalece sobre todas as forças que se lhe oponham. Só assim se pode compreender os tão fracos resultados dessa luta centenária. Mas como todas as forças da natureza que já passaram por malfazejas, passaram a benfazejas quando o Homem as soube compreender para seu proveito, também os monopólios mudarão de cor se o Homem os souber usar para seu bem. Claro que tal só é possível entendendo a forma de utilizar essa força a favor da humanidade e essa compreensão só uma classe, na sociedade actual, a pode ter, a classe dos proletários.
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