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Quinta-feira, 31 de Janeiro de 2013

Proletários do Porto, retirai as lições da história e vencei!

Há cento e vinte e dois anos, foi a evidência de subserviência da monarquia ao imperialismo britânico e a continuada opressão do povo que fez despoletar a ira contida nos corações do povo do Porto. A ira transformou-se em esperança por uma manhã em 31 de Janeiro do ano de 1891. Mas nada  estava conjugado para a vitória popular. Houve o banho de sangue. Houve as perseguições, as prisões, as deportações. Nesse momento, o único factor a favor do proletariado foi a sua coragem. 20 anos depois, a vitória da república!

Hoje, apesar de todas as sujas manobras propagandísticas burguesas, cada vez se torna mais evidente aos olhos de todos,  a subserviência da democracia burguesa ao imperialismo germânico, tornando-a num despotismo terrorista sobre o povo. A ira cresce! Mas desta vez, para além de coragem, o proletariado acumulou muita experiência e não cometerá os erros do passado. O primeiro passo é ser ele a derrubar o governo traidor, e não deixar essa tarefa urgente à direcção e interesses da própria burguesia, ainda que com nova cara. Depois, tudo o resto...

TRÓICA FORA DE PORTUGAL!

DEMOCRACIA E INDEPENDÊNCIA NACIONAL!

O POVO VENCERÁ!

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Segunda-feira, 28 de Janeiro de 2013

Agrupamento de Escolas de Lagares, Felgueiras - Director usa e abusa do poder…

Mais um caso que, carecendo de acção imediata, é esquecido pelos poderes até que apodreça. Eis uma denúncia que recebemos e divulgamos integralmente,  com excepção da lista de testemunhas e escondendo os nomes das vítimas directas dos abusos referidos na denúncia (não vá o diabo tecê-las...), embora, na verdade, não apenas essas mas todos – alunos, em particular os com necessidades especiais, professores, funcionários, pais e encarregados de educação – sejam vítimas da prepotência até agora impune deste director:

 

O Diretor do Agrupamento de Escolas de Lagares, Felgueiras, António José Bragança usa e abusa do poder!

Assediou a psicóloga Dr.ª MR e uma professora contratada Dr.ª CA.

A psicóloga por causa de não ter vergado perante as solicitações e insinuações constantes do Diretor perdeu o seu emprego. Foi psicóloga do referido agrupamento desde 2005 e agora no ano letivo 2012/2013 não foi a candidata selecionada. O curioso é que quem foi selecionada foi a psicóloga Z que em concursos anteriores ficava sempre posicionada depois da psicóloga MR. O Diretor tratou de fazer a contratação à sua maneira, manipulando os critérios de seleção para que a psicóloga MR que não lhe deu os beijos que ele lhe pediu fosse penalizada por isso, isto é, que não pudesse ter emprego no agrupamento deste diretor. Entretanto esse concurso foi anulado pela Inspeção Geral de Educação e Ciência e vai ter de ser repetido, mas o diretor não teve qualquer penalização, apesar da Senhora Inspetora Helena Meireles ter proposto a aplicação de um processo disciplinar. O processo de inquérito em causa tinha o n.º10.09/01161/RN/12.

A professora contratada CA, conta que o diretor a perseguia, dentro e fora da escola, e lhe telefonava vezes sem conta, ao ponto de a professora, de se sentir tão incomodada, ter optado por desligar o telemóvel durante muitos dias. O diretor disse a esta professora que ela estava na listra negra dele e que não voltaria a ficar na escola que ele considera ser dele próprio. Efetivamente o diretor tentou que essa professora não ficasse este ano letivo no Agrupamento de Escolas de Lagares, mas como não conseguiu fazê-lo de forma silenciosa e porque segundo se diz houve várias pessoas atentas ao procedimento do diretor quanto a essa tomada de decisão, ele optou por a manter na escola, embora contrariado.

A Inspeção Geral de Educação e Ciência ouviu a psicóloga MR e a professora CA, já por duas vezes, acerca do assédio sexual, mas nem a entidade responsável pela reposição da legalidade parece ter poder para atuar sobre o diretor, aliás quem parece ter o poder todo é mesmo o diretor. A primeira intervenção da inspeção esteve a cargo do Senhor Inspetor Paulo Sousa e a segunda a cargo da Senhora Inspetora Helena Meireles.

Também é do conhecimento de muitos que a professora L do 1º ciclo, com 61 anos de idade, este ano letivo foi dar aulas para Braga, por erro do diretor. O diretor indicou para ficar no Agrupamento de Escolas de Lagares uma professora com menos graduação no concurso nacional do que a professora L e por isso a professora Laura não ficou no Agrupamento de Escolas de Lagares, onde já estava há alguns anos. Mas perante a situação apresentada pela professora, o Diretor nada fez, apenas disse que tinha sido um lapso da sua parte, mas não procurou sequer repará-lo.

No ano letivo anterior o diretor teve o descaramento de fazer chegar alguns recadinhos a professoras de que se não se portassem como ele queria, no ano a seguir tudo faria para as eliminar da escola, um exemplo disso é a professora SV.

Mas este diretor tem mais histórias para contar, não respeita as hierarquias dentro da própria escola. Numa reunião do Conselho Geral sobrepôs-se à Presidente do órgão, dizendo que não precisava dela para nada para fazer a reunião e que ela não sabia nada do que estava a fazer. Não contente com esta exposição da Presidente do Conselho Geral, noutro momento, chamou-a ao seu gabinete, pô-la em contacto com a Subdiretora Geral dos Estabelecimentos Escolares, para receber ordens dessa Subdiretora Geral, através do seu telemóvel pondo em voz alta, expondo assim aquela que deveria ser vista como a representante máxima do Agrupamento. Neste órgão que representa a hierarquia máxima do agrupamento procurou convencer todos os membros de que a professora Emília Cochat, que de acordo com a lei não podia permanecer em funções no Conselho Geral, lá se deveria manter, referindo que eram as indicações da DREN. E assim se manteve a Professora Emília Cochat ilegal, quase meio ano, com a conivência e conveniência do diretor, apesar da persistente ação da Presidente do Conselho Geral para garantir a legalidade do órgão, junto da DREN. Esta professora Emília Cochat deve favores ao diretor, pois parece que teve uma queixa de uns encarregados de educação e o diretor abafou o assunto, não tendo permitido que este avançasse para a DREN. Ainda no referente ao Conselho Geral é o próprio diretor que faz as atas, ou melhor, apesar de existir uma secretária, a educadora Manuela Soares, amiga fiel do diretor, quem efetivamente produz as atas é o diretor, resultando assim que muitas vezes a ata não respeita fielmente o que se passa nas reuniões, mas antes referindo aquilo que é mais conveniente para o diretor. Admite até este diretor que essa educadora Manuela Soares profira frases em reunião de Conselho Geral como: “Todos se vendem! Todos se deixam comprar!”, talvez por se constar que esta educadora dá dinheiro até ao próprio diretor, sendo os valores na ordem dos 500 a 1000€.

Depois tem este diretor uma preferência muito grande pela professora Sandra Mendes que por isso mesmo a nomeou para Coordenadora de Estabelecimento da Escola Básica de Lagares, a segunda maior escola do agrupamento. Esta professora já tinha sido sua assessora em anos anteriores, apesar de não lhe ser reconhecido qualquer mérito entre os seus pares.

Nos dias que correm esta professora é uma privilegiada, tem um assessor o professor Ricardo e quando não se encontra na escola para dar aulas, é esse professor que lhe assegura a turma ou em alternativa usa a sua grande amiga a professora Graça Bica, para esse fim, que fica a assegurar duas turmas, até a professora Sandra chegar. São vários os professores e funcionários que podem testemunhar estes factos, mas serão poucos os que poderão falar abertamente, pelo receio que têm do diretor e das suas retaliações.

No ano letivo anterior houve um processo de inquérito n.º 10.06/013/RN/12 investigado pelo Inspetor Paulo Sousa relativo ao favorecimento da professora Sandra Mendes, às funções da educadora Armanda Pantaleão e à distribuição de droga no interior da escola através do funcionário Tiago Magalhães, filho do Encarregado de Pessoal da Escola Básica de Lagares.

Relativamente ao favorecimento e preferência dada pelo diretor à professora Sandra Mendes foi investigado o facto de o diretor ter colocado na Escola Básica de Lagares a educadora do pré-escolar Armanda Pantaleão, que tinha horário a cumprir noutra escola, mas que prestava apoio à professora Sandra Mendes. Assim, o que sucedeu é que a educadora Armanda assinou o livro de ponto nos centros escolares aonde devia estar a acompanhar alunos em apoio educativo, quando se encontrava a prestar assessoria na Escola Básica de Lagares, ou seja, assina num lado e está noutro. Esta situação ocorreu durante todo o 1º período. Quando soube da vinda do inspetor a professora Armanda nunca mais apareceu na escola e o diretor pressionou todos os Coordenadores dos Centros Escolares em causa, Emília Cochat (Centro Escolar de Torrados) e Carlos Guimarães (Centro Escolar de Lagares), para dizerem ao inspetor que a referida educadora esteve sempre nos centros escolares e que nunca esteve na Escola Básica de Lagares. Segundo se consta todos obedeceram apesar de alguns admitirem, fora da escola, que o fizeram porque foram pressionados. O professor Carlos Guimarães também está nas mãos do diretor por algumas situações que lhe foram acontecendo e que foram sempre mantidas no segredo do diretor, casos como envolvimento do professor Carlos Guimarães com funcionárias e colegas do centro escolar que coordena, tratamento abusivo a um aluno das necessidades educativas especiais. Apesar de ser fácil confirmar a presença da educadora Armanda na Escola Básica de Lagares, quando deveria estar nos Centros Escolares em que tinha apoios com alunos, e apesar de vários depoentes terem dado indicações de outros possíveis deponentes que poderiam prestar informação sobre o assunto, pois assistiam diariamente às situações que importava apurar, verificou-se que nem alunos, nem encarregados de educação, nem pessoal não docente, nem mesmo os docentes que supostamente teriam estado em condições de confirmar ou não os factos, isto é, os diretamente envolvidos foram ouvidos, nomeadamente, os porteiros das escolas em causa, os alunos do apoio, os pais dos alunos do apoio, as professoras das turmas do apoio…

Relativamente ao caso da droga, muitos foram os acontecimentos menos claros no interior da Escola Básica e Secundária de Felgueiras, o espaço aonde o funcionário guardava a droga, foi limpo de um momento para o outro, de forma a não deixar vestígios. Quando foi detetado o caso, o diretor apenas deslocou o funcionário para a Escola Básica de Lagares (escola com as mesmas características da Escola Básica e Secundária de Felgueiras), já decorridos alguns dias do conhecimento da situação. Houve uma queixa apresentada por uma encarregada de educação de um aluno envolvido no caso da droga, Z. Aos alunos envolvidos no caso o diretor instaurou processo disciplinar, ao funcionário que para além de distribuir droga aos alunos solicitava o pagamento através de troca direta por outros objetos, incitando ao roubo, nada fez o diretor. O caso foi para o Ministério Público mas até à data desconhece-se o seu desenvolvimento. O referido processo tem o número 173/12.0TAFIG.

Pouco ou nada se preocupa este diretor com os alunos do agrupamento e com o bom funcionamento do mesmo. Faltam recursos humanos e materiais na nova escola sede do agrupamento, Escola Básica e Secundária de Felgueiras, e sobram esses recursos na Escola Básica de Lagares, mas este diretor não os distribui de forma razoável, chegando ao ponto de a cantina da Escola Básica e Secundária de Felgueiras não ter pratos suficientes, entre outros materiais, para servir os alunos, e o diretor ter dúvidas quanto à possibilidade de deslocação desses recursos em sobra desde a Escola Básica de Lagares. A cantina da Escola Básica e Secundária de Felgueiras esteve sem máquina de lavar loiça durante quase um ano letivo inteiro, com as funcionárias a lavar a loiça à mão e o diretor não foi capaz de resolver este problema. Quem o resolveu foi o Presidente da Associação de Pais o Senhor António Teixeira que também tem muitas histórias acerca do diretor para contar.

Este diretor tem métodos pouco aceitáveis. Exerce pressão sobre os professores e funcionários quando estes agem no sentido da legalidade e correção, se isso puder reverter contra si. Também tem por hábito “comprar” as pessoas que lhe interessam para a sua recondução, aliás isso é a única coisa que o move. Abre guerra a quem o confronta com as suas ações incorretas e tenta por todos os meios conquistar a todo o custo os membros do conselho geral, para que seja reeleito. E a decisão de recondução deste diretor está para ser tomada agora muito em breve, já no mês de fevereiro, prevê-se que não será dada qualquer possibilidade por parte do conselho geral de proceder a eleições. É urgente travar esta situação.

Como pode alguém continuar como diretor de um agrupamento, com várias escolas, com alunos e alunas desde o pré-escolar ao ensino secundário, quando tem comportamentos como os aqui expostos, nomeadamente, assédio, entre outros, que não são dignos de alguém que está a frente de uma instituição de ensino?

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Terça-feira, 15 de Janeiro de 2013

Condições de trabalho dos assistentes operacionais nas escolas

De um camarada recebemos esta denúncia que, acrescentando o facto de uma parte substancial dos postos de assistente operacional estar ocupada por desempregados em regime de programa ocupacional, explica o que significa realmente a autonomia escolar, na verdade, um véu para esconder uma série de trafulhadas para tornar a escola "mais barata" (de facto, roubar) à custa do sub-pagamento dos trabalhos prestados pelos mais frágeis:

1- O Estado em todo o país contrata funcionárias a 4 horas a termo certo para assegurar necessidades efectivas e não apenas temporárias, logo contratos a termo certo ilegais. E, por vezes, existe uma funcionária a 4h de manhã e outra de tarde para as mesmas funções.

2- Muitas das vezes nem é assinado qualquer contrato, ou é apenas assinado quando a funcionária já nem trabalha nesse local. (aconteceu na Escola Secundária Eugénio de Andrade no Porto). Nesta mesma escola os salários eram pagos com um mês de atraso.

3- Quase todas as escolas dão por finda a relação de trabalho através apenas de uma simples comunicação verbal, do género: dia 20 de Dezembro dizem-lhes que não lhes irão renovar o contrato e as funcionárias vão-se embora. Se tiverem sorte no dia 2 de Janeiro ao fim do dia ligam-lhes para trabalhar no dia seguinte e não será assinado qualquer contrato. Existem pessoas nestas circunstâncias há cerca de 8 anos, sem nunca lhes darem dias de férias, subsídio de férias, formação ou qualquer indemnização pela cessação dos contratos. Logo de acordo com a legislação portuguesa estariam efectivas, mas um documento promulgado pelo sr.Jorge Sampaio veio dizer que os funcionários públicos sejam quais forem as condições poderiam nunca ficar efectivos, ao contrário dos funcionários que trabalham no privado. O que é uma violação grosseira do princípio da igualdade consagrado na nossa Constituição além de ir contra o Código do Trabalho. (Acontece na Escola EB 2.3 de Pedrouços, e na Escola Primária Vermoin/Gueifães,ambas da Maia, etc.).

4- Geralmente omitem a estas funcionárias que as mesmas têm direito a inscrever-se na ADSE ou dizem mesmo que não têm direito. (Aconteceu na Escola EB 2.3 de Pedrouços,Maia).

5- Existem problemas com os descontos efectuados para a Segurança Social, ou seja, é um verdadeiro ping-pong entre a segurança social e as escolas no qual cada uma diz que o problema é da outra e entretanto os descontos não aparecem no sistema. (Acontece na Escola EB 2.3 Eugénio de Andrade, no Porto e na Escola Primária Vermoin/Gueifães, na  Maia).

6- Uma funcionária foi despedida por ir frequentar um mestrado e pedir para lhe alterarem o horário apenas 2 dias e por apenas uma hora, ou seja, solicitou começar a trabalhar mais cedo 1 hora num dia e no dia seguinte trabalhar até mais tarde 1 hora. Sendo que após conversação com as professoras na faculdade, seria apenas necessária a segunda alteração. (Aconteceu na Escola EB 2.3 de Pedrouços).

publicado por portopctp às 23:31
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Quinta-feira, 3 de Janeiro de 2013

A NOVA VERSÃO DO ULTIMATO INGLÊS EM GUIMARÃES 2012

Assinado por José Machado recebemos, como a imprensa regional e da emigração também recebeu, o texto que transcrevemos na íntegra:

Teve lugar, no dia 23 de Dezembro, no Multiusos de Guimaraes, a anunciada Festa de Natal da RTP, este ano associada à Capital Europeia da Cultura no Programa de emcerramento desta.

Claro que todos nós, para além das nossas crenças, esperávamos com alguma expectativa este derradeiro adeus da CEC, anunciado profusamente na televisão.

Mas, a RTP, serviço público, cuja função, entre outras, é a de defender a identidade cultural e a lingua portuguesa, decidiu prendar os vimaranenses, o país e as nossas comunidades no mundo, com um Programa digno do pior registo.

Nunca teriamos imaginado, assistir, a mais de 2 h de espectáculo musical, em volta do tema do Natal, todo ele em inglês, como se na tradição cultural e religiosa portuguesas, houvesse um total vazio em língua portuguesa.

Neste país assolado pela Troika, e por aqueles que zelosamente a aplicam, também nesta noite, que devia ser de festa, se sentiu, no Multiusos de Guimarães, esta humilhação de nos sentirmos mandados de fora, manietados, abafados, e agora até privados do uso da nossa língua.

O Fernando Pessoa, para quem “ a minha Pátria é a língua portuguesa”, nesta lamentável soirée  cultural, certamente se sentiria um “sem-pátria”.

E o facto de o Côro ter bem cantado e os músicos bem tocado, em vez de lavar a humilhação só a veio agravar, como se até nessa missão o “bom aluno” se esmerásse também para agradar aos “senhores”.

Mas será isto um fenómeno isolado, uma espécie de relâmpago em céu azul, ou é mais um sinal de um contexto e de um estado de espírito, propensos à capitulação social, cultural, económica e política dos portugueses ?

Quando, nos anos 90, em tempos de governação de Cavaco Silva como Primeiro Ministro, o governo aceitou o estatuto de “língua rara”, no quadro europeu, para a nossa língua, só para beneficiar de algumas migalhas em forma de subsídio para esse efeito, estava já a ser dado um exemplo de capitulação inadmissível e inaceitável.

Quando os nossos ministros, em simpósios internacionais, discursam em inglês, sem para tal serem obrigados, e que ministros dos paísers lusófonos,  o fazem em português, espelha-se a aptidão dos nossos políticos e governantes para se porem “ a 4 patas”, sem qualquer réstea de dignidade.

Mas estará algo no Memorando da Troika que obrigasse a RTP a meter a língua portuguesa na gaveta no Multiusos de Guimarães e a impôr o inglês como única lingua de expressão cultural nessa noite ? Ou será que, também nesse domínio, somos mais Troikanos que a Troika, e que achámos que não pode haver “bom aluno” que não domine a língua da globalização, nem que para tal atire a sua, a língua de Camões, para o lixo.

Como eu fiquei atónito com o que se passou, imagino como ficaram os milhões de portugueses espalhados pelo mundo, que nas suas casas, nas suas associações, nas suas escolas, teimam em festejar o Natal, cantando as canções natalícias na língua que o poeta tornou universal.

Parece que a responsabilidade deste facto caricato é da RTP. Como vimaranense prefiro que assim seja, porque me custaria muito imaginar uma Capital Europeia da Cultura, fechar um ano de realizações e de actividades, atirando a língua portuguesa para o “caixote do lixo” da história.

Quanto à RTP, talvez não seja de todo de admirar este Natal inglês por si organizado. Por estar ameaçada de privatização, os seus novos responsáveis devem ter achado que, pondo a lingua portuguesa na prateleira, estavam já a começar a sua actividade privada antes da privatização...esquecendo assim o essencial das suas obrigações para com o povo português e a Nação.

Pelo andar da carruagem, se ninguém pára os “vende Pátrias” e outros “Yes Men”, a língua oficial portuguesa passará a ser o “troikano”, mas não se admirem se os outros países da CPLP não aceitem tal “Ultimato”, porque eles, nesse domínio, tem demonstrado mais dignidade e patriotismo.

Vejam lá se me arranjam uns convites para o Natal 2013, em Nova Iorque, num espectáculo todo ele cantado em Português, financiado por eles, com côros e músicos de lá da casa e com o povo deles a bater palmas.

Eu não me importaria de pagar o bilhete e de juntar as minhas palmas às deles !

José Machado

Cidadão vimaranense

publicado por portopctp às 23:06
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