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Domingo, 25 de Janeiro de 2009

A actual luta dos professores

A luta que os professores portugueses travam actualmente contra o Governo Sócrates e as suas políticas educativas, é, inquestionavelmente, a mais importante de todas as que foram empreendidas até hoje por esta classe profissional, sendo que a sua importância ultrapassa em muito os interesses particulares da mesma classe.

Para além das reivindicações específicas presentes neste combate político, existe no mesmo uma preocupação central, que é a de preservar o que existe ainda de propriamente humano no seu trabalho docente e nas relações sociais mobilizadas para a actividade educativa. Isto significa que do outro lado, do lado do Ministério da Educação e do Governo, a preocupação central presente nas respectivas políticas é a de desumanizar o acto e a relação educativa, tornando o professor e o seu trabalho num simples apêndice das "novas tecnologias", essas sim, destinadas a ocupar o lugar central na vida das escolas.

Os professores estão hoje a ser alvo de um processo de proletarização semelhante àquele a que foram sendo sujeitos, ao longo da história do capitalismo, os trabalhadores nos demais sectores produtivos. Assim, da mesma forma que estes últimos viram a sua força de trabalho ser transformada numa simples mercadoria, possuindo um valor relativo inferior ao da máquina que os emprega e sem outra função que não seja a de acompanhar o ritmo desta, também os professores estão a ser submetidos ao mesmo processo de esvaziamento da sua dignidade humana enquanto profissionais e enquanto trabalhadores.

Na verdade, o denominador comum de todas as medidas políticas que foram sendo adoptadas pelo actual Governo relativamente aos professores, é o da tentativa de destruição sistemática da profissão docente, tal como tem existido até hoje. O facto de essa destruição, como surge consubstanciada nas medidas do Governo, se fazer pela via do achincalhamento, da ofensa, da prepotência e da ausência de qualquer respeito, mínimo que seja, pela dignidade dos professores, só vem confirmar que é a mesma lógica de exploração e de opressão que existe nas demais actividades produtivas, aquela que se pretende agora impor na actividade educativa.

Que não restem dúvidas. A luta actual dos professores portugueses é uma luta anticapitalista avant la lettre. São efectivamente os interesses subjacentes a poderosíssimas indústrias voltadas para a exploração lucrativa da actividade educativa, aqueles que impulsionam a acção do Governo Sócrates neste sector. Por circunstâncias muito particulares, a que não é alheia a condição subalterna e "terceiro mundista" a que as classes dominantes em Portugal submeteram o país relativamente aos centros do capital internacional, as políticas educativas do Governo actual foram conduzidas com tal carácter de urgência e precipitação que, em lugar de os seus executantes lograrem explorar divisões no seio dos professores para as impor, permitiram antes que fosse construída, entre esses mesmos professores, uma unidade na luta que, apenas um ano antes, seria completamente impensável.

Deste modo, por razões conjunturais, mas também por razões estruturais relacionadas com a importância que a indústria educativa começa a ter no funcionamento global do capitalismo, os professores portugueses encontram-se hoje num lugar de destaque na luta dos trabalhadores portugueses contra o Governo Sócrates, podem mesmo forçar a demissão desse Governo e devem aliás fazê-lo. O mais importante nesta emergência é, contudo, a consciência política que é crucial seja adquirida sobre a real natureza desta luta. As "novas tecnologias" aplicadas à actividade educativa devem servir para humanizar e não para escravizar o trabalho, quer dos professores quer dos alunos. O objectivo da humanização do trabalho é, doravante, o traço de união entre a luta dos professores e a luta de todos os trabalhadores portugueses. A ligação entre a educação e o trabalho numa base humana e de progresso é, no fim de contas, o programa de transformação da educação portuguesa que há que contrapor ao programa de transformação capitalista da actividade educativa, o qual tem no Governo, no Presidente da República e nas classes dominantes do país, em geral, fiéis intérpretes e executantes.

Que os professores portugueses saibam estar à altura da importância do seu combate político, e que os demais trabalhadores portugueses saibam compreender que a luta actual dos professores é já uma componente indissociável do seu movimento geral contra o sistema de exploração capitalista e por uma alternativa revolucionária a esse sistema!

 

Lisboa, 21 de Janeiro de 2009

O Comité Central do PCTP/MRPP

publicado por portopctp às 22:05
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