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Segunda-feira, 9 de Novembro de 2009

Duas comemorações

Uma enorme máquina de propaganda foi hoje mobilizada para, aproveitando o contentamento popular e a forma que assumiu o desmoronar dos regimes social-fascistas do Leste europeu, deformar e corromper a história. Falam na queda do muro como um ritual vudú, a queda do muro seria a magia pela qual teria ocorrido a queda do comunismo enquanto ideologia; e, nessa medida, também falam dela como o início de uma nova era sem muros (sim, porque, na lógica da propaganda apresentada, os construtores de muros seriam comunistas). Mas apenas decorreram vinte anos desde que o muro de Berlim foi derrubado, e já outros (não apelidados de comunistas) tiveram tempo suficiente para construirem mais e maiores muros e de igual ou pior significado (Palestina, fronteira EUA/México, para citar os mais relevantes). Portanto, no que respeita à construção de muros, a data não terá sido um marco lá muito relevante de mudança no Mundo.

Repondo a história, a construção do muro de Berlim significou, na altura em que foi construído — na madrugada de 13 de Agosto de 1961 — a consumação da vitória do social-fascismo e do revisionismo sobre as forças comunistas e da democracia popular na Europa Oriental. Sendo assim, claro que  seu derrube só pode significar a derrota desse regime social-fascista completamente corrupto e cujos quadros se encontravam ansiosos de se apoderarem individualmente do que, até aí, a legislação ainda proibia: as grandes empresas e a terra. 

A aliança que se estabeleceu na sociedade alemã foi singular: todos contra o regime (incluindo os beneficiários do regime). Mas desfez-se no segundo imediato ao derrube do regime: para um lado a classe operária que, na nova situação, apenas encontrou um novo ponto para continuar a luta contra o sistema capitalista; para o outro, os membros do aparelho e os homens de mão dos regimes do Ocidente (estes últimos, entretanto,  a exporem-se como heróis para recolherem o máximo de prémios em bens materiais e sinecuras), o início de disputas fraticidas  pela partilha dos bens expropriados. Estas têm sido disputas em tudo idênticas às ocorridas na sequência da noite dos cristais, cujo 71.º aniversário decorre também, significativamente, hoje. Nessa altura foram os bens expropriados à comunidade judaica os alvos das disputas, há vinte anos, esses alvos foram os bens colectivos  de uma classe capitalista acantonada no aparelho de estado social-fascista. Em ambos os casos o produto da expropriação foi disputado ferozmente pelos filhos do regime. É, por isso, natural que esses senhores, em público, só relembrem uma das datas e, em privado, comemorem de facto o símbolo das duas (a expropriação arbitária com objectivos mesquinhos e pessoais).

Já a classe operária vê e comemora, no aniversário do derrubamento do muro de Berlim, mais um marco na luta contra a opressão e a exploração capitalistas nas suas diversas formas, particularmente a social-fascista.

 

VIVA O COMUNISMO!

 

publicado por portopctp às 16:21
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Terça-feira, 13 de Outubro de 2009

Manobras

A recente atribuição do prémio Nobel da paz ao presidente dos EUA, Barack Obama, foi entendida em todo o mundo, incluindo o próprio "galardoado", não como recompensa por um eventual trabalho em prol da paz já realizado mas como um incentivo e uma responsabilização para trabalhar para esse objectivo. Quer dizer, "todos" vêem na actividade desde que tomou posse, uma espécie de potencial  para promover a paz. Mas que foi o que fez até hoje? Disse que retirava do Iraque, mas vai  manter 1/3 das forças militares aí estacionadas que correspondem às forças que no início da invasão se previa ficarem no Iraque apenas cerca de um ano; reforçou as forças no Afeganistão bem como a pressão militar e as acções sobre civis; iniciou bombardeamentos sobre território do Paquistão violando claramente a soberania desse estado; mantem na América Latina uma forte acção de "inteligência" e de grupos especiais operacionais e tem em execução um plano de reforço das bases militares quer em quantidade quer em qualidade; aumentou fortemente o já muitissimo "gordo" orçamento militar americano sendo que, hoje, os EUA gastam mais só com armas que todos os outros países do mundo juntos em armas e pessoal militar; acobertou os ataques genocidas dos sionistas a Gaza e mantem-se em posição dúbia quanto à violação da obrigação de desmantelamento dos colonatos sionistas em território palestiniano ocupado. Tudo actos muito "pacíficos". 

Já estamos a ver qual a "paz" de que se está a falar e que se quer incentivar com estas manobras.

publicado por portopctp às 23:06
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Domingo, 4 de Janeiro de 2009

A mesma razão

Nestes últimos dias ficou explicada a razão pela qual os alemães não viram o holocausto que decorria perante os seus olhos durante a segunda guerra mundial: os "nossos" jornalistas das televisões, em reportagem na Palestina, também não vêem o genocídio em curso perante os seus próprios olhos. Apesar do black out  total promovido pelo Tzahal e dos óbvios motivos do mesmo, toda "a minha gente" aceita como boa informação, a propaganda sionista.

É essa mesma razão que os faz esquecer de retratar soldados sionistas desarmados à chapada e à pedrada das suas sofisticadas armas de último modelo e postos em fuga por palestinianos de mãos nuas.

Parece ser essa mesma razão que os faz retratar como vítimas inocentes em vez de assassinos, os soldados sionistas que atiram a sangue-frio sobre pessoas desarmadas. Para esses "nossos" jornalistas, pedras nas mãos de palestinianos, são perigosas armas possivelmente de destruição massiva, cujos possuidores devem ser extreminados.

Na mesma onda, hospitais, universidades, habitações, escolas, portos pesqueiros, mercados, pequenas unidades industriais e oficinas, farmácias e todas as infrestruturas de suporte de vida são, no entender desses senhores, alvos militares legítimos desde que fiquem no território de Gaza e sirvam palestinianos. Já instalações militares, como o são todas as cidades sionistas em redor de Gaza, no mesmo douto entender,  essas já não são alvos legítimos. (Será que os "nossos" jornalistas não conseguem reconhecer que, quando estão nessas "cidades", estão de facto dentro de quartéis?)

Da mesma forma, o lançamento de mísseis artesanais por palestinianos, durante o cessar-fogo de dois anos sem causar qualquer vítima mortal  ou ferida entre os sionistas foram "violações claras do cessar-fogo", já o assassinato de mais de meia centena de palestinianos durante o mesmo período pelos sionistas, pelos vistos e dado o silêncio, não beliscou esse mesmo cessar-fogo. Igualmente silenciada é a permanência do cerco por terra, mar e ar a Gaza pelos sionistas durante esses mesmos dois anos em violação criminosa das condições do cessar-fogo acordadas.

Também as mais de 600 vítimas mortais e as mais de 3 000 vítimas feridas palestinianas, apesar das preocupações manifestadas pela Cruz Vermelha sobre as vítimas civis (devem ser, no entender desses doutos jornalistas, preocupações infundadas...), não passam de, na sua grande maioria (entre 75 e os 80%), militares (se as outras 20 a 25% são civis então estas devem ser militares), isto, apesar de, na Palestina, as únicas forças armadas existentes serem polícias e milícias civis (portanto, não existirem militares). Já do lado sionista os números, quanto às percentagens, invertem-se, apesar de todos os habitantes actuais das cidades atingidas serem militares no activo ou na reserva (o diabo dos Qassam foram logo acertar em civis! Serão escudos humanos? Não, não são, do lado sionista não há escudos humanos - afirmarão peremptórios os nossos jornalistas) .

O genocídio não pode passar! 

Levantemo-nos e exijamos:

 

DESOCUPAÇÂO INCONDICIONAL DE TODOS OS TERRITÓRIOS OCUPADOS POR VIA MILITAR POR ISRAEL COM O REGRESSO ÀS FRONTEIRAS ACORDADAS EM 1947!
DESMANTELAMENTO DA MOSSAD, JULGAMENTO E PUNIÇÂO DOS SEUS AGENTES PELAS DEZENAS DE MILHAR DE CRIMES COMETIDOS!
DESMANTELAMENTO DO TZAHAL, JULGAMENTO E PUNIÇÃO DOS SEUS CHEFES PELOS CRIMES DE GENOCíDIO E VIOLAÇÃO DAS LEIS DA GUERRA!
JULGAMENTO E PUNIÇÂO DOS CRIMINOSOS SIONISTAS, ALIADOS DOS NAZIS E CÚMPLICES NAS EXECUÇÕES DE JUDEUS DURANTE A 2ª GUERRA MUNDIAL!
DIREITO DE REGRESSO DOS REFUGIADOS!
INDEMNIZAÇÂO PELO ESTADO DE ISRAEL AOS ESPOLIADOS E ÀS FAMÍLIAS DOS ASSASSINADOS!
LIBERTAÇÂO INCONDICIONAL DOS DEZ MIL PRESOS RAPTADOS PELOS ISRAELITAS EM TERRITÓRIO ESTRANGEIRO!

NEGOCIAÇÃO DOS TERMOS DO RETORNO DOS HOJE ISRAELITAS AOS SEUS PAÍSES DE ORIGEM, COM DEVOLUÇÃO DO RESTANTE TERRITÓRIO DA PALESTINA AOS PALESTINIANOS!
DESONRA PARA O REINO UNIDO PELO NÃO CUMPRIMENTO DOS ACORDOS ESTABELECIDOS COM OS PALESTINIANOS!

publicado por portopctp às 23:28
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Quarta-feira, 12 de Março de 2008

Terrorismo internacional: a lista dos mais procurados

Transcrevemos na íntegra, em versão nossa em português de Portugal, da tradução de Naila Freitas / Verso Tradutores de texto de Noam Chomsky que nos foi enviado sobre a atitude moral  dos apologistas dos crimes sionistas e dos EUA perante mortes violentas no Médio Oriente:

Os apologistas mais vulgares dos crimes dos EUA e Israel explicam com solenidade digna da melhor causa que, enquanto os árabes têm o propósito de matar pessoas, os EUA e Israel não têm a menor intenção de fazê-lo. Os seus mortos são, simplesmente, acidentais e não podem ser comparados com os dos seus adversários.

Noam Chomsky

Data: 06/03/2008
 
No dia 13 de Fevereiro passado, foi assassinado em Damasco Imad Moughniyeh, um veterano dirigente do Hezbollah. “O mundo é um lugar melhor sem este homem”, disse o porta-voz do Departamento de Estado, Sean McComarck, e acrescentou que “de um modo ou de outro, foi feita justiça”. E Mike McConnell, director da Inteligência Nacional, acrescentou que Moughniyeh “foi o terrorista responsável pelo maior número de mortes de norte-americanos e israelitas depois de Osama bin Laden”. Israel também deu vazão à sua alegria: “um dos homens mais procurados pelos EUA e por Israel” teria sido justiçado, segundo informou o Financial Times. Com o título de “Um militante procurado em todo o mundo”, foi publicado um relatório segundo o qual Moughniyeh vinha logo após Osama bin Laden na lista dos mais procurados após o 11/9 e, portanto, era o segundo entre os “militantes mais procurados no mundo”. A terminologia é suficientemente precisa, de acordo com as regras do discurso anglo-americano, que entende por “mundo” a classe política de Washington e Londres (e todos aqueles que concordem com eles em determinados assuntos). Assim, por exemplo, é frequente ler que todo o “mundo” apoiou George Bush quando ordenou o bombardeamento do Afeganistão. E isto pode ser verdade para “o mundo”, mas dificilmente o é para o mundo, como teve boa ocasião de revelar a agência internacional de pesquisa Gallup logo após o anúncio do bombardeio. O apoio mundial foi mínimo. A percentagem de aceitação numa América Latina com ampla experiência nas condutas dos EUA oscilou entre os 2% do México e os 16% do Panamá, sendo que esse minúsculo apoio estava condicionado à prévia identificação dos suspeitos (segundo o FBI, eles ainda estavam sem identificar oito meses depois), e a que os alvos civis estivessem a salvo, coisa que não ocorreu. O mundo mostrava uma esmagadora preferência pela via diplomático-jurídica, mas “o mundo” descartou essa via por completo.
 
Atrás do rastro do terror
No caso presente, se “o mundo” fosse todo o mundo, poderíamos encontrar outros candidatos dignos de honra como arqui-inimigos mais odiados. E é instrutivo que nos perguntemos por quê. O Financial Times informou que a maioria das acusações contra Moughniyeh não estavam provadas, mas “uma das poucas vezes em que é possível afirmar com certeza a sua participação [é no] sequestro do avião da companhia TWA, em 1985, quando foi assassinado um mergulhador da armada norte-americana”. Esta foi uma das duas atrocidades terroristas que, segundo uma pesquisa entre directores de jornais, fez com que o terrorismo no Médio Oriente se transformasse na notícia mais importante de 1985; a outra foi o sequestro do navio de linha Archille Lauro, no qual resultou brutalmente assassinado Leon Klinghoffer, um inválido norte-americano. Isto reflecte o julgamento do “mundo”. É possível que o mundo visse as coisas de outra maneira. O sequestro do Achille Lauro foi a represália pelo bombardeio da Tunísia, ordenado uma semana antes pelo Primeiro-Ministro israelita Simón Peres. A sua força aérea assassinou setenta e cinco tunisinos e palestinianos com bombas inteligentes que os deixaram em mil pedaços, entre outras atrocidades narradas de maneira vívida pelo destacado jornalista israelita Amnon Kapeliouk. Washington colaborou, uma vez que omitiu advertir o seu aliado tunisino de que as bombas estavam a caminho, e é impossível que a Sexta Frota e a inteligência norte-americana não soubessem do iminente ataque. George Schultz, então Secretário de Estado, comunicou ao Ministro israelita de Assuntos Exteriores, Yitzhak Shamir, que em Washington “a acção israelita despertou uma enorme simpatia”, e qualificou essa acção — com o aplauso geral — como uma “resposta legítima” aos “ataques terroristas”. Poucos dias depois, o Conselho de Segurança da ONU denunciou de forma unânime (com a abstenção dos EUA) os bombardeamentos como um “acto de agressão armada”. Sobra dizer que “agressão” é um crime muito mais grave que terrorismo internacional. Mas, concedendo o benefício da dúvida aos EUA e a Israel, vamos deixar que recaia sobre os responsáveis apenas a acusação menos grave. Poucos dias antes, Peres foi a Washington consultar o principal terrorista internacional do momento, Ronald Reagan, que denunciou “o terrível flagelo do terrorismo”, novamente com o aplauso geral do “mundo”. Os “ataques terroristas” que Shultz e Peres pretextaram para bombardear a Tunísia foram os assassinatos de três israelitas em Larnaca, Chipre. Os assassinos, como admitiu Israel, não tinham nenhuma relação com a Tunísia, mas talvez tivessem conexões com a Síria. Contudo, a Tunísia era um alvo bem melhor: estava inerme, diferente de Damasco. Além disso, proporcionava um prazer adicional: ali podiam ser assassinados mais palestinianos exilados. Por sua vez, os assassinatos de Larnaca foram considerados uma represália pelos seus perpetradores: uma resposta aos sistemáticos sequestros israelitas em águas internacionais, que resultaram nos assassinatos de muitas pessoas e no sequestro e conseguinte encarceramento de muitas outras, retidas sem acusações por longos períodos em cárceres israelitas. O mais famosa destes foi a prisão/câmara-de-tortura 1391. Há muita informação sobre isso na imprensa israelita e estrangeira. Esses crimes sistemáticos, é claro, são conhecidos pelas redacções dos jornais dos EUA e, de vez em quando, são mencionados quase de passagem. O assassinato de Klinghoffer's foi vivenciado com uma verdadeira sensação de horror e é muito célebre. Transformou-se em tema de uma ópera aclamada e em roteiro de um filme feito para a televisão. Mas também causaram horror os assombrosos comentários condenando a selvajaria dos palestinianos: “bestas bicéfalas” (segundo o Primeiro-Ministro Menachen Begin), “baratas drogadas debatendo-se numa garrafa” (segundo o Chefe da Equipe Raful Eitan), “como grilos, comparados a nós”, seres cujas cabeças deveriam ser “transformadas em picadinho batendo-as contra o canto rodado das paredes” (disse o Primeiro-Ministro Yitzhak Shamir). Ou, simplesmente, chamados de araboushim, o equivalente ao nosso “judeu” ou ao nosso “negro”. Assim, depois de uma exibição particularmente depravada de terror militar e de uma intencionada humilhação na cidade de Halhul, na Ribeira Ocidental, em Dezembro de 1982 (deixou incomodados até os falcões israelitas!), o conhecido analista militar e político Yoram Peri escreveu consternado: “hoje, um dos objectivos do nosso exército [é] demolir os direitos de pessoas inocentes simplesmente porque são araboushim que vivem em territórios que Deus prometeu a nós”, tarefa, esta, cada vez mais urgente, e que se realiza com crescente brutalidade desde que os araboushim começaram a “levantar a cabeça” uns anos atrás. Não é difícil averiguar se os sentimentos expressados com motivo do assassinato de Klinghoffer foram sinceros. Basta investigar a reacção diante dos crimes israelitas respaldados pelos EUA. Vamos pensar, por exemplo, no assassinato de dois inválidos palestinianos em Abril de 2002, Kemal Zughayer e Jamal Rashid, pelas mãos das forças israelitas em incursão no campo de refugiados de Jenin, na Ribeira Ocidental. Os jornalistas britânicos encontraram o corpo esmagado de Zughayer e os restos da sua cadeira de rodas, junto com o que restava de uma bandeira branca que ele segurava no momento de ser assassinado, quando tentava fugir dos tanques israelitas que foram lançados sobre ele partindo o seu rosto em dois pedaços e amputando braços e pernas. Jamal Rashid terminou esmagado na sua cadeira de rodas quando uma das enormes pás escavadoras fornecidas pelos EUA destruiu a sua casa em Jenin, com toda sua família dentro. A diferente reacção, ou por melhor dizer, a falta absoluta de reacção, é a rotina, e é tão fácil de explicar que não precisa de maiores comentários.
 
Carro-Bomba
Simplesmente, o bombardeio da Tunísia em 1985 foi um crime terrorista infinitamente mais grave do que o sequestro do Achille Lauro, ou que o crime ocorrido nesse mesmo ano em que a participação de Moughniyeh`s “podia ser estabelecida com certeza”. Mas mesmo o bombardeio tunisino tem competidores para o prémio no concurso das maiores atrocidades terroristas no Oriente Médio desse ano ímpar que foi 1985. Um dos aspirantes foi o carro-bomba colocado em Beirute na saída de uma Mesquita e programado para explodir quando os devotos se retiravam depois das suas orações de sexta-feira. A bomba matou 80 pessoas e feriu outras 256. A maioria dos mortos eram meninas e mulheres que saíam da Mesquita, apesar de que a ferocidade da onda expansiva “carbonizou bebés nos seus berços”, “matou uma noiva que estava comprando o seu enxoval”, e “fez voar pelos ares três crianças que voltavam para casa vindas da Mesquita”. Também devastou a rua principal do subúrbio densamente povoado de Beirute Oeste, como informou há três anos Nora Boustany no Washington Post. O alvo pretendido era o clérigo Shiita Sheikh Mohammad Hussein Fadlallah, que conseguiu escapar com vida. O atentando foi perpetrado pela CIA de Reagan e seus aliados sauditas, com ajuda britânica, e autorizado especificamente pelo Diretor da CIA, William Casey, segundo o relato do jornalista do Washington Post, Bob Woodward, no seu livro "O Véu: as guerras secretas da CIA 1981-1987". Muito pouco se conhece além dos meros factos, graças à escrupulosa aceitação da doutrina, segundo a qual não se deve investigar os nossos próprios crimes (a menos que fiquem conhecidos demais para que possamos negá-los e a investigação fique limitada ao círculo de umas poucas “maçãs podres” subalternas que, como todo o mundo já sabe, agem de modo “descontrolado”).
 
“Aldeões terroristas”
O terceiro candidato ao prémio do terrorismo no Oriente Médio de 1985 foram as operações “Iron Fist” [Punho de Ferro] do Primeiro-Ministro Peres nos territórios do Sudeste do Líbano, ocupados nesse momento por Israel, violando as ordens do Conselho de Segurança da ONU. O objectivo, segundo os altos comandos israelitas, era os chamados “terroristas aldeões”. Neste caso, os crimes de Peres derraparam pelos novos caminhos da “brutalidade calculada” e do “assassinato arbitrário”, segundo palavras de um diplomata ocidental entendido nestes temas, afirmações posteriormente corroboradas pelas filmagens ao vivo dos factos. Mas como nada disso interessava ao “mundo”, não foram investigados. Como de costume. Seria legítimo perguntar se esses crimes se enquadram sob a categoria de terrorismo internacional ou sob a categoria, bem mais grave, de crime de agressão. Mas vamos conceder, mais uma vez, o beneficio da dúvida a Israel e seus sequazes de Washington, e vamos conformar-nos com a acusação menos grave de terrorismo. Essas são algumas das ideias que podem passar pela cabeça das pessoas de qualquer lugar do mundo — que não nas do “mundo” —, quando pensam naquela “ocasião”, “uma das poucas” em que Imad Moughniyeh esteve claramente envolvido num crime terrorista. Os EUA acusam-no, também, de ter sido responsável pelos ataques arrasadores contra a marinha dos EUA e contra os barracões de pára-quedistas franceses no Líbano, em 1983, ataques perpetrados com um camião bomba e dois suicidas e que resultaram na morte de 241 marines e 58 pára-quedistas. E também de um ataque anterior contra a Embaixada dos EUA em Beirute, que matou sessenta e três pessoas e foi particularmente grave, porque nesse momento estava a ser realizada uma reunião em que participavam funcionários da CIA. Contudo, o Financial Times atribuiu o ataque contra os barracões à Jihad islâmica e não ao Hezbollah. Fawz Gerges, um dos académicos destacados no estudo dos movimentos Jihad e libaneses, escreveu que um “grupo desconhecido denominado Jihad islâmica” assumiu a responsabilidade. Uma voz que falava em árabe clássico instou todos os norte-americanos a deixarem o Líbano, ou enfrentariam a morte. Tem sido dito que Moughniyeh era, nesse momento, o cabeça da Jihad islâmica, mas, até onde alcança meu conhecimento, há escassas provas disso. Não existem sondagens da opinião mundial a esse respeito, mas é bem provável que se deva chamar de “ataque terrorista” o ataque a uma base militar radicada num país estrangeiro, especialmente porque as forças dos EUA e da França estavam desenvolvendo vigorosos bombardeios navais e aéreos no Líbano e ocorreu pouco depois de os EUA prestarem um apoio decisivo à invasão israelita do Líbano em 1982, que acabou com a vida de umas 20.000 pessoas e devastou o sul, deixando grande parte de Beirute em ruínas. Finalmente, o Presidente Reagan suspendeu os ataques quando o protesto internacional após os massacres de Sabra-Shtila subiu de tom a tal ponto, que não pôde mais ser ignorado. Geralmente, nos EUA, a invasão israelita do Líbano é descrita como uma reacção aos ataques terroristas no norte de Israel, a partir de bases libanesas, por parte da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), explicação que torna compreensível a nossa crucial contribuição para esses crimes de guerra maiores. No mundo real, a fronteira libanesa esteve quieta durante um ano, apesar de repetidos ataques israelitas, muitos deles sangrentos, tendentes a provocar alguma resposta da OLP que servisse como pretexto para uma invasão já decidida e planeada. Os comentadores e líderes israelitas não confessaram o seu verdadeiro propósito nesse momento: salvaguardar o poder israelita na zona ocupada da Margem Ocidental. Não carece de interesse o facto de que o único erro grave do livro de Jimmy Carter ("Palestina: Paz ou Apartheid") seja a reiteração do cocktail propagandístico, segundo o qual os ataques da OLP a partir do Líbano foram a causa da invasão por parte de Israel. Sobre o livro choveram ataques e têm sido feitos esforços desesperados para encontrar alguma frase que pudesse ser mal interpretada, mas este erro flagrante, o único, foi ignorado. E com razão, porque assim se cumpre com o critério de respeitar as falsificações doutrinárias úteis.
 
Matar sem querer
Outra das acusações contra Moughniyeh: foi transformado no “cérebro” da bomba na Embaixada de Israel em Buenos Aires que, no dia 17 de Março de 1992, matou vinte e nove pessoas. Foi uma resposta — como disse o Financial Times — “ao assassinato por parte de Israel do antigo chefe do Hezbollah, Abbas Al-Mussawi no decurso de um ataque aéreo no sul do Líbano”. Sobre este assassinato não são necessárias maiores provas, porque Israel assumiu com orgulho o mérito. Mas o mundo poderia ter um certo interesse no resto da história. Al-Mussawi foi assassinado com um helicóptero fornecido pelos EUA numa zona muito a norte da “zona de segurança” ilegalmente afixada por Israel no sul do Líbano. Estava a caminho de Sidon vindo de Jibshit, depois de dissertar num acto em memória de outro imã assassinado pelas forças israelitas. O ataque do helicóptero também acabou com a sua esposa e o seu filho de cinco anos. Após o ataque, Israel serviu-se de outros helicópteros, também fornecidos pelos EUA, para atacar um camião que transportava os sobreviventes do primeiro ataque para um hospital. Depois do assassinato da família, o Hezbollah “mudou as regras do jogo”, informou o Primeiro-Ministro Rabin perante o Parlamento israelita. Nunca antes tinham sido lançados mísseis contra Israel. Até àquele momento, as regras do jogo eram que Israel podia lançar ataques mortíferos onde quisesse e segundo o seu arbítrio, e o Hezbollah tinha que se limitar a responder dentro do território libanês ocupado por Israel. Após o assassinato do seu líder (e da sua família), o Hezbollah começou a responder aos crimes de Israel no Líbano atacando o norte de Israel. Isto é, evidentemente, terror intolerável para “o mundo”, ou seja o que levou Rabin a lançar uma invasão que expulsou dos seus lares 500.000 pessoas e matou mais de 100. Os inclementes ataques israelitas chegaram até o norte do Líbano. No Sul, 80% da cidade de Tiro fugiu e Nabatiye ficou reduzida a uma “cidade fantasma”. Segundo um porta-voz do exército israelita, Jibshit foi destruída em 70%, e acrescentou que o objectivo era “destruir a cidade por completo, dada sua importância para a população shiita do sul do Líbano”. O objectivo era “apagar as cidades da face da terra e semear destruição à sua volta”, segundo a descrição dessa operação de um veterano oficial do comando norte israelita. É possível que Jibshit tenha sido um objectivo cobiçado porque foi a terra do Sheik Abdul Karim Obeid, sequestrado e levado para Israel vários anos antes. A pátria de Obeid “recebeu o impacto directo de um míssil”, informou o jornalista britânico Robert Fisk, “ainda que o mais provável é que os israelitas estivessem atirando contra a sua mulher e os seus três filhos”. Mark Nicholson escreveu no Financial Times que aqueles que não escaparam esconderam-se aterrorizados, “porque era possível que qualquer movimento dentro ou fora das suas casas atraísse a atenção da artilharia israelita, a qual disparava os seus projécteis repetida e arrasadoramente sobre objectivos seleccionados”. Por momentos, os projécteis da artilharia alvejavam algumas aldeias a um ritmo de mais de dez disparos por minuto. Todos estes factos contaram com o firme aval do Presidente Bill Clinton, que entendeu a necessidade de instruir com severidade os araboushim sobre “as regras do jogo”. E Rabin apareceu como o outro grande herói, como o homem da paz, muito diferente das “bestas bicéfalas”, “dos grilos” e das “baratas drogadas”. Esta é, simplesmente, uma pequena amostra dos factos que poderiam ter interesse para o mundo, uma vez relacionados com a suposta responsabilidade de Moughniyeh no acto de vingança terrorista em Buenos Aires. Outra das acusações é que Moughniyeh ajudou a preparar as defesas do Hezbollah contra a invasão israelita do Líbano, em 2006, um crime terrorista intolerável, conforme os critérios do “mundo”, convencido de que nada deve cruzar-se no caminho do justo terror e da agressão praticados pelos EUA e seus clientes. Os apologistas mais vulgares dos crimes dos EUA e Israel explicam com solenidade digna de melhor causa que, enquanto os árabes têm o propósito de matar pessoas, os EUA e Israel – sendo, como são, sociedades democráticas— não têm a menor intenção de fazê-lo. Os seus mortos são, simplesmente, acidentais, e por isso os seus assassinatos não podem ser comparados, no ponto da depravação moral, com os de seus adversários. Esta foi, por exemplo, a posição do Tribunal Supremo de Israel quando recentemente autorizou um severo correctivo colectivo contra o povo de Gaza, privando-o de electricidade (e de água, de eliminação de resíduos e águas usadas e de outros elementos básicos da vida civilizada). Uma linha de defesa, esta, que é recorrente na hora de enfrentar outros velhos pecadilhos de Washington. Por exemplo, a destruição da Fábrica Farmacêutica ao-Shifa no Sudão, em 1998. Aparentemente, o ataque custou dez mil vidas, mas não houve qualquer intenção de matá-las; daí que não fosse um crime resultante de uma ordem com expressa intenção de matar. Assim nos ensinam esses moralistas sistematicamente empenhados em eliminar qualquer réplica efectiva a essas vulgares tentativas de autojustificação. Vamos dizer mais uma vez: é possível distinguir três categorias de crimes: assassinato intencional, morte acidental e assassinato premeditado mas sem uma intenção específica. As atrocidades dos EUA e Israel são um caso típico da terceira categoria. Assim, quando Israel destruiu o fornecimento de energia em Gaza ou colocou obstáculos para viajar para a Ribeira Oriental, não teve a intenção específica de assassinar as pessoas que morreriam pela contaminação da água, ou em ambulâncias que não podiam chegar até aos hospitais. E quando Bill Clinton ordenou o bombardeio da fábrica ao-Shifa, era óbvio que isso poderia terminar numa catástrofe humana. O Observatório de Direitos Humanos deu-lhe essa informação imediatamente, facilitando todo o tipo de detalhes, mas nem Clinton nem os seus assessores quiseram matar pessoas concretas entre aqueles que inevitavelmente morreriam quando a metade das instalações da fábrica farmacêutica foram destruídas num país africano pobre que não poderia reconstruí-la. Ocorre, na verdade, que eles e os seus apologistas olham para os africanos sentindo o que nós sentiríamos ao esmagar uma formiga quando caminhamos pela rua. Somos conscientes de que é possível que ocorra (se nos incomodarmos em pensar sobre isso), mas não queremos matá-las, porque não são dignas nem dessa consideração. Não é necessário dizer que ataques similares perpetrados por araboushim em áreas habitadas por seres humanos seriam considerados de maneira muito diferente. Se por um momento fôssemos capazes de adoptar a perspectiva do mundo, poderíamos perguntarmo-nos quem são os criminosos “mais procurados no mundo inteiro”.
Noam Chomsky é professor emérito de linguística no Instituto de Tecnologia de Massachussets.
Tradução: Naila Freitas / Verso Tradutores (em nossa versão em português de Portugal)
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Sexta-feira, 18 de Janeiro de 2008

Cegueira

A "comunidade internacional" continua a permanecer cega. O assentimento foi dado entre sorrisos e ameaças a outros. O genocídio recomeçou. Já nem justificações de "retaliação" são dadas para o morticínio. É a "paz", no entender de alguns, a fazer o seu caminho. Não a paz dos povos, mas sim a paz podre da humilhação e da opressão pelos sionistas. O único estado no mundo que hoje tem como política oficial o terrorismo (na teoria de estado sionista a única possibilidade da sua existência é através da manutenção dos habitantes locais sob uma ameaça permanente de terror) permanece impune. Apenas a revolta dos ofendidos e espoliados lhes dá resposta na medida das suas forças. Uns quantos rockets fabricados em casa enfrentam o quinto exército mais poderoso do mundo que espolia, rapta, tortura com sadismo e assassina quem não é da mesma religião e teve o azar de nascer na Palestina. Puro nazismo. E pura cegueira.

 

O POVO PALESTINIANO VENCERÁ!

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Quinta-feira, 27 de Setembro de 2007

Holligans

Para um observador exterior só poderia ser motivo de chacota caso a situação não fosse grave. Mas é.

O caso é o seguinte: governos que reprimem no seu próprio país manifestações ilegais, e onde até mesmo manifestações legais são fortemente reprimidas caso sejam promovidas por quem quer melhorar o mundo, uniram-se para exigir que uma ditadura militar de um outro país premita a realização de manifestações ilegais. Ridículo...mas perigoso. É o espírito holligan a instalar-se na política: só vê faltas nas faltas do adversário, muitas vezes onde não chega a haver falta, enquanto não vê qualquer falta nos jogadores da sua equipa mesmo que estes partam as pernas ao adversário. Justiça às urtigas!

Não que apoiemos ditaduras militares, muito menos as corruptas e retrógradas, muito pelo contrário, mas também não apoiaremos os esforços de assassinos sanguinários de milhões para substituir essa ditadura por uma outra de igual jaez, antes temos a certeza que o povo com a sua luta, mais cedo ou mais tarde, derrubará essa ditadura e não se deixará iludir por falsos amigos que afinal só querem perpetuar a opressão com palavras de democracia (tipo Iraque ou semelhante).

Vem isto a propósito da crise em Myanmar. Vem isto a propósito de se saber que lá se encontram grandes jazidas de gás natural e de petróleo. Vem isto a propósito do assassinato a sangue frio de 12 palestinianos que nem sequer estavam a participar em manifestações ilegais. Vem isto a propósito da hipocrisia americana e europeia. O que os move afinal? O que propagandeiam?

 

ABAIXO O IMPERIALISMO!

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Quarta-feira, 12 de Setembro de 2007

Tantas voltas para justificar pretensões imperialistas

Depois de, em mais uma reunião informal de ministros europeus desta feita de "Assuntos Gerais e Relações Externas", terem concertado estratégias de propaganda para enganar os cidadãos europeus quanto ao "tratado constitucional" agora chamado "reformador" e talvez "de Lisboa" e afastá-los de qualquer decisão sobre a matéria nomeadamente impedindo a realização de referendos sobre esse mesmo tratado, os ministros europeus dos negócios estrangeiros (é certamente estranho e incoerente, para quem defende a UE, que sejam exactamente os ministros dos negócios estrangeiros e não, por exemplo, os ministros  da administração interna ou os primeiros ministros a tratar de um tratado que visa alterar a vida e as relações internas dentro de cada estado, dos cidadãos europeus) puseram a perorar em seu nome, sobre a "unidade" dos países da UE a propósito do Kosovo, o ministro português. Apesar do ênfase dado à unidade, acabou por se ficar sem saber em torno de quê se verificou tal unidade dada a vacuidade das palavras do ministro. Pelos antecedentes será uma unidade em torno do rasgar dos compromissos assumidos recentemente por alguns dos países que hoje formam a UE com a Sérvia (aquando do início da invasão da Sérvia pela NATO) e por todos os países que constituem hoje a UE com a ONU quando aderiram a essa organização. Só nessa base, a de estarem a ser postos em causa princípios anteriormente subscritos por todos, se compreenderá a necessidade da afirmação da unidade. Aliás, a manutenção de forças militares de países da UE, incluindo Portugal, na ocupação de parte do território sérvio, no suporte à limpeza étnica verificada na parte do território desse país ocupada militarmente e na entrega desse território nas mãos de um bando de traficantes, são já prova física desse rasgar de compromissos solenemente assumidos (com assinaturas, discursos e pompas) .

Mas não chegou ao nosso ministro fazer figura de palerma, papagueando um discurso vazio, teve de servir, mais uma vez, de pombo-correio de más notícias para o povo palestiniano e boas notícias para os sionistas: o apoio da UE aos esforços de "paz" dos sionistas. Esqueceu-se foi de nos dizer que tipo esforços são esses pela paz: são do tipo esforço pelo genocídio do povo palestiniano, afinal de contas a paz dos cemitérios (e das valas-comuns) para a qual os EUA estão desde já contribuir com a atribuição ao estado sionista de 30 mil milhões de dólares em armas do último grito.

 

EXIJAMOS O REFERENDO SOBRE O TRATADO REFORMADOR!

REGRESSO DOS SOLDADOS PORTUGUESES PRESENTES NO ESTRANGEIRO!

ABAIXO O GOVERNO SÓCRATES/CAVACO!

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Quinta-feira, 7 de Setembro de 2006

Conivências

Nâo foi o facto de a ONU, através de um seu representante, ter denunciado que se encontram por rebentar, no Líbano, cerca de 100.000 bombas de fragmentação atiradas pelos militares israelitas, em violação de proibição internacioal do uso dessas armas, que inibiu os sionistas de continuarem a abastecer-se de tais armas e os Estados Unidos de as fornecerem. A posição da UE, incluindo Portugal, é de conivência, embora aparente ser de lavar as mãos. Proibiram a escala dos aviões abastecedores nos seus aeroportos (lavam as mãos) mas permitem a utilização do seu espaço aéreo (são coniventes). Em vez de tirarem as devidas conclusões, no capítulo das relações diplomáticas e da justiça internacional, isolando diplomaticamente quem viola sistematicamente as proibições internacionais de utilização de determinado tipo de armas e levando a tribunal os criminosos, não, dão-lhe uma mãozinha nos seus objectivos: cumprem e fazem cumprir o bloqueio aéreo e marítimo que os sionistas impuseram ao Líbano. Hoje foi levantado, mas só depois de aceites as condições sionistas que consistem na continuação do bloqueio mas agora sob controlo das forças militares europeias. Pelos vistos nunca passou pela cabeça da ONU de pura e simplesmente furar o bloqueio, ou seja, enviar navios ou aviões devidamente identificados sem dar cavaco ao estado prevaricador. A razão é simples, ninguém tem dúvidas, nem a ONU, sobre o carácter assassino do estado sionista, capaz de abater meio civil desarmado só para fazer vingar a seu ponto de vista. Aliás a continuação da ofensiva na faixa de Gaza e na Cisjordânia, com execuções extrajudiciais, demolições de habitações e equipamentos, assassínios e raptos diários provam-no. Como se vê o crime compensa. Mas só devido à indignidade e cobardia de quem colabora. Ou, talvez, porque outros interesses mais fortes se levantam.
Não à ocupação do Sul do Líbano e da Palestina!
Nem um soldado português para o Líbano!
Pelo direito de regresso de todos os libaneses e palestinianos às suas terras com as devidas compensações pelos danos sofridos!

Post scriptum: afinal o bloqueio naval não foi levantado. Não há dúvida, são fiáveis, os sionistas.
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Domingo, 27 de Agosto de 2006

Lutemos contra a guerra

A imprensa mundial divulgou notícia do jornal israelita "Ha'aretz" segundo a qual o chefe do tzahal, general Dan Halutz, nomeou, antes da guerra contra o Líbano, o comandante da Força Aérea israelita, Eliezer Shkedy, para preparar planos de batalha e de ataque ao Irão em acumulação com a coordenação dos serviços secretos incluindo a Mossad. Olhando à proveniência da notícia, jornal oficiosos do governo sionista, aparenta ser argumento, para uso interno na salvação do governo, destinado a provocar a sensação de vitória no Líbano consubstanciada no reforço das forças e nas atribuições da FINUL Na primeira guerra do Iraque, Israel foi atingido por mísseis iraquianos. Agora a "intervenção preventiva" no Líbano não passaria de um preparar de terreno para o ataque ao Irão, neutralizando os "aliados do inimigo" junto à fronteira, impedindo-os de retaliar com ataques a território sob governo sionista. Bom bom, para a estratégia norte-americana/britânica/israelita, teria sido o Irão e/ou a Síria terem intervido em defesa do Líbano, pois permitiria uma justificação para a agressão a esses países. Menos má é a decisão do conselho de segurança da ONU em ocupar o Sul do Líbano, pois não só neutralizará os "aliados do inimigo", como também envolverá forças "neutras" nessa guerra ao seu lado. Mas o mais revelador da notícia é a eminência do ataque ao Irão, peça chave, do ponto de vista militar, para a guerra com a China, a ameaça futura à hegemonia norte-americana. A UE parece já ter tomado partido por quem lhe parece mais forte. Conta, com isso, repartir os despojos. Mas os seus povos pagarão com a morte e a miséria. A barbárie não parará se não for travada. E quem a pode travar é a luta dos povos. A recusa na participação na ocupação do Sul do Líbano é o começo dessa luta. Nela nos envolveremos.
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Terça-feira, 15 de Agosto de 2006

As provocações já começaram

Ainda não passaram 24 horas após o início do cessar-fogo acordado e este, já por quatro vezes, foi violado pelo tzahal que disparou assassinando a sangue-frio quatro libaneses. Aparentemente terão sido os amedrontados soldados sionistas, dada a sua má consciência, que mal viram  alguém a caminhar isolado, pensaram que esse alguém os iria atacar e dispararam antes que tais ataques se viessem a concretizar. Depois veio o teatro do chamamento das forças da ONU e a justificação oficial de que esse alguém teria disparado primeiro, mas tal como nos filmes, onde os "maus" falham sempre e os "bons" acertam sempre, no lado sionista não houve qualquer baixa e no lado dos "maus" a desgraça foi total. Todavia o mais provável, dados os antecedentes recentes de reforço inaudito das operações militares por parte de Israel nas horas que precederam o cessar-fogo e o fracasso militar evidente da campanha sionista face aos objectivos longamente planeados e preparados, é que se trate, não de actos isolados perpetrados por soldadesca assustadiça, mas do início de uma campanha bem montada de provocações, como tem sido apanágio desse exército de cobardes assassinos, mas agora tendo em vista o envolvimento de outros países no conflito, dada a incapacidade demonstrada pelo tzahal. 
Os antecedentes de provocação são esclarecedores: aviões de guerra sionistas violaram mais de mil vezes o espaço aéreo libanês desde a retirada de 2000 até ao início desta guerra, acto que à luz da legitimidade internacional só pode ser considerado de guerra e que mereceria resposta militar imediata mas que foi passando em claro; agentes da Mossad assassinaram libaneses em Beirute poucos meses antes da guerra, facto de que Telavive se gabou publicamente, possivelmente para provocar uma resposta; frequentemente, antes de "tudo" começar, o tzahal bombardeava território libanês, acto que em si mereceria também resposta idêntica; mantem presos de guerra libaneses em Israel, capturados na anterior invasão e em contravenção das convenções de Genebra das quais Israel é um dos subscritores, o que só pode ser considerado provocação não só ao Líbano mas também a todos os outros subscritores dessas convenções; mantem ocupados territórios libaneses, sírios e palestinianos em contravenção de todos os acordos internacionais relativos a fronteiras; instalou populações de nacionalidade israelita nesses territórios violando  todas as leis internacionais  relativas  a territórios ocupados; rapta e/ou executa extra-judicialmente não só eventuais "culpados" como também as suas famílias, acto que só pode ser considerado, para além de provocação, de crime hediondo; exerce sistematicamente represálias sobre populações civis, crime de guerra comparável aos crimes nazis condenados mundialmente; como prova de civilização dá uma "segunda oportunidade" a criminosos quando são judeus, permitindo que estes se refugiem em Israel atribuindo-lhes, de forma sistemática, a nacionalidade israelita e fazendo-os, dessa forma, escapar às leis dos países de que são naturais, chegando ao cúmulo de glorificar, em livros e séries televisivas, os crimes cometidos por esses escroques como prova da superioridade israelita  em relação aos povos "gentios". A estas, muitas outras podiam ser juntadas. O rol de provocações não pára, umas estratégicas visando um estatuto especial no meio das nações, outras tácticas procurando com persistència reacções violentas dos visados para depois os acusar de iniciar conflitos. Nada disto seria admissível a qualquer outro estado. É-o a Israel, não por ser o "povo eleito" de Jeová (como de certa maneira, para propaganda interna, é dito pelos ideólogos sionistas), mas porque foi eleito instrumento priveligiado, diga-se de passagem muitíssimo bem pago, da política imperialista norte-americana para o médio Oriente, zona estratégica e fulcral do domínio  sobre o resto do mundo. Só assim se pode perceber a atitude e as iniciativas norte-americanas em todo este processo. Só assim se pode perceber a atitude, da União Europeia, de pagar para mais tarde tentar colher algumas migalhas. Só assim se pode perceber a atitude de perfeito servilismo e indignidade do governo português.
Portanto só podemos esperar a continuação das provocações sionistas até causarem as reacções que permitam "justificar", com a ajuda preciosa dos órgãos de mediatização de propaganda, chamados habitualmente de informação, o início de nova guerra, agora, possivelmente, envolvendo outros países.
Daí a necessidade de, a cada provocação israelita, exigir a penalização desse estado. Daí a necessidade de cada povo recusar o envio das suas tropas para o Líbano ao serviço da estratégia norte-americana de domínio do mundo. Não seremos carne para canhão!
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Quarta-feira, 9 de Agosto de 2006

"Material bélico não ofensivo"

A forte oposição dos povos britânicos à utilização de aeroportos escoceses para escala de aviões da logística de guerra israelita, que transportavam mísseis e bombas dos EUA para abastecimento do tzahal, obrigou o embaixador americano a comprometer-se que tal não voltaria a acontecer. Deve ter sido por isso que foi escolhida a base das Lages para escala de avião (ou aviões, não se sabe bem se é um ou se são dois) cargueiro israelita com "material bélico não ofensivo" segundo as palavras do embaixador israelita. Trata-se, como se pode deduzir das palavras do dito senhor juntamente com a profusamente divulgada propaganda sionista, de material bélico que não vai ser utilizado em manobras ofensivas dada a "evidência" de Israel estar apenas a usar material bélico "no seu direito à defesa". Nesta leitura até uma bomba nuclear pode ser classificada como "material bélico não ofensivo", a destruição de uma aldeia palestiniana  ou libanesa não passa  de uma simples terraplanagem defensiva, se estiverem lá pessoas estão-no ofensivamente a impedir a "legítima defesa israelita" e, portanto, podem ser soterradas que não faz mal e aí por diante. Claro que o ministro dos negócios estrangeiros do governo de  Sócrates/Cavaco, mediante tão inocente e pacífica escolha, não teve outro remédio senão concordar e provavelmente até ajudar à configuração da brilhante definição. Ele  bem queria estar de cócoras sem parecer, mas... mais uma vez... lá teve que ser.
A agravar a responsabilidade e a cumplicidade criminosa da decisão do governo português de permitir a escala nas Lages, tudo isto se passa num momento em que o conselho de segurança da ONU se prepara para acobertar a política expansionista de Israel que quer arrasar (com o tal "material bélico não ofensivo") todas as aldeias e cidades libanesas ao Sul do rio Litani, criando mais um milhão de refugiados permanentes a juntar aos quatro milhões que já tinha criado com as anteriores expulsões de habitantes de outros territórios. Depois, parece ser claro que quer vir a colonizar essa zona do Líbano com os seus homens de mão libaneses, verdadeiros escroques e assassinos sanguinários, que se encontram fugidos da justiça libanesa, devido aos massacres de Sabra e Chatila, no Norte de Israel. O facto de teoricamente se poder vir a manter a soberania libanesa sobre esse território, ou mesmo poder vir a alargar-se a territórios libaneses actualmente ocupados por Israel como as quintas de Cheba, em nada altera o que atrás ficou dito, caso o actual milhão de refugiados não possa regressar às suas terras, pois o que os EUA e os sionistas pretendem que aconteça é a soberania real, a formal pouco lhes interessa, de Israel sobre esse território. Também os nazis argumentaram com a defesa, no caso dos alemães "sudetas", para invadirem a Checoslováquia; também uma Sociedade das Nações aquiesceu. Pouco depois, morreu.

CONTRA O EXPANSIONISMO SIONISTA!
DIREITO DE REGRESSO DE TODOS OS REFUGIADOS ÀS SUAS TERRAS!
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Quinta-feira, 13 de Julho de 2006

Guerra no Líbano

O aprisionamento de dois soldados israelitas apanhados, juntamente com outros sete que ofereceram resistência e foram mortos, a mais de 10 kilómetros do território reconhecido do estado de Israel, portanto em flagrante violação do território libanês, facto que se prolonga por quase quarenta anos, está a servir de pretexto a uma invasão do território soberano do Líbano, á destruição de equipamentos civis, ao assassinato de civis com armas militares e ao cerco de todo o país com o bloqueio militar de todos os portos e aeroportos. Claro que os "bonzinhos" dos israelitas não contam a história desta maneira. dizem que os soldados foram atacados no seu território. Isso não é estranho por provir de nazis com pretensões expansionistas. É estranho sim que o secretário geral das nações unidas, em declarações prestadas à comunicação social, onde foi patente um certo nervosismo, e em contradição com tudo o que foi aprovado pela organização a que preside, reconheça implicitamente a soberania israelita sobre esses territórios ocupados por via militar em 1967 (de notar que o pretexto na altura foi semelhante: enviaram tractores blindados para território que não era seu, os libaneses reagiram disparando e depois, muito indignados, vieram proclamar que os libaneses atacavam "pobres agricultores israelitas desarmados" e que por isso o estado democratíssimo de Israel tinha de defender os seus cidadãos. Muitos engoliram ou fingiram engolir a história na altura, hoje a história repete-se, quando aprenderão a lição?). A condenação entretanto feita da invasão israelita é feita sob a forma de conselho amigo em contrapartida da exigência da libertação dos soldados que considera raptados. Onde é que se viu soldados armados em acção de ocupação hostil de território de outro país, serem considerados pacíficos? Só na cabeça de nazis, que se acham com um direito superior e divino ao território de outros povos e todas as suas acções são "boazinhas" em comparação com as dos outros que são "terroristas". Perante isto, e apesar da manutenção de relações diplomáticas com o estado de Israel, silêncio absoluto do palácio das necessidades. Quem aceita silencioso uma coisa destas, aceitará também todas as injustiças mesmo que sobre os cidadãos que dizem representar.
DESOCUPAÇÂO INCONDICIONAL DE TODOS OS TERRITÓRIOS OCUPADOS POR ISRAEL COM O REGRESSO ÀS FRONTEIRAS ACORDADAS EM 1947!
DESMANTELAMENTO DA MOSSAD, JULGAMENTO E PUNIÇÂO DOS SEUS AGENTES PELOS MILHARES DE CRIMES COMETIDOS!
DESMANTELAMENTO DO TZAHAL, JULGAMENTO E PUNIÇÃO DOS SEUS CHEFES PELOS CRIMES DE GENOCíDIO E VIOLAÇÃO DAS LEIS DA GUERRA!
JULGAMENTO E PUNIÇÂO DOS CRIMINOSOS SIONISTAS, ALIADOS DOS NAZIS E CÚMPLICES NAS EXECUÇÕES DE JUDEUS DURANTE A 2ª GUERRA MUNDIAL!
DIREITO DE REGRESSO DOS REFUGIADOS!
INDEMNIZAÇÂO PELO ESTADO DE ISRAEL DOS ESPOLIADOS E DAS FAMÍLIAS DOS ASSASSINADOS!
LIBERTAÇÂO DOS DEZ MIL PRESOS RAPTADOS PELOS ISRAELITAS EM TERRITÓRIO ESTRANGEIRO!
DESONRA PARA O REINO UNIDO PELO NÃO CUMPRIMENTO DOS ACORDOS ESTABELECIDOS COM OS PALESTINIANOS!

 

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Sexta-feira, 30 de Junho de 2006

Guerra na Palestina

A destruição de central eléctrica e de três pontes na faixa de Gaza, o sobrevoo da capital síria, o rapto de oito ministros do governo palestiniano, doze deputados do parlamento palestiniano para além de outras dezenas de cidadãos por parte do exército israelita não provocou mais do que ""inquietação" entre os países do G8, reunidos em Moscovo. Alemanha, França, Itália, Reino Unido, Canadá, EUA, Japão e Rússia" apenas "exortaram Israel "a observar maior contenção" e apelaram às autoridades palestinianas que "ponham fim à violência terrorista e tomem medidas para libertar o soldado" israelita" (in JN de 30-06-2006).
Tal indiferença perante crimes de guerra e contra a humanidade, no conceito propalado por esses mesmos países, com um contraponto de acusação e responsabilização permanente das vítimas em relação à sua resistência legítima ao massacre, dá a imagem clara da disposição desses países em sancionar actos dessa natureza desde que cometidos por "amigos" ou por si próprios.
O silêncio e a apatia do governo português vão na mesma linha. Por isso, os portuenses, inimigos da opressão que são, exigem uma posição condenatória por parte do governo português e da comunidade judaica portuense (em nova e franca actividade) em relação aos actos do estado de Israel, bem como a expressão prática das devidas consequências no campo das relações diplomáticas e económicas.

O POVO PALESTINIANO VENCERÁ!

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