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Terça-feira, 11 de Dezembro de 2007

Mentir cansa, justificar mentiras cansa muito mais

Muito se tem falado ultimamente sobre o Kosovo, sobre as implicações da independência desse pequeno território e sobre a divisão da UE a respeito duma eventual declaração unilateral de independência.

Nós somos pela autodeterminação dos povos e consequente independência se assim o considerarem esses povos. Mas neste caso somos contra. Não porque os albaneses sejam menos que os outros ou tenham menos direitos ou sequer porque tal independência possa vir a trazer problemas a Espanha pela abertura de "precedente", em razão da existência de vontades independentistas dos povos Vasco, Catalão, Galego e Canarenho no seu seio, ou à Rússia ou a qualquer outro estado plurinacional, mas porque suporta e avalisa uma invasão de território. Os albaneses são hoje a maioria, no Kosovo, mas obtiveram-na por duas vias: por imigração da Albânia para esse território nos últimos oitenta anos e por limpeza étnica dos ciganos e sérvios habitantes no local. Apoiar a independência do Kosovo comandada por albaneses imigrantes será aceitar, por exemplo, que, se daqui a trinta anos os ingleses começassem a expulsar os portugueses do Algarve argumentando que andavam a ser perseguidos e, dez anos depois, declarassem a independência, nós teríamos que apoiar. Ou então aceitar uma coisa tão ridícula como uma eventual independência proclamada da Damaia. É verdade que já existem precedentes históricos similares: o Ulster (que manteve a dependência do Reino Unido graças à maioria inglesa existente nesses condados, quando, de facto, faz parte integrante da Irlanda, e os ingleses são meros ocupantes), o estado americano do Texas roubado ao México numa base semelhante (emigração para o então Norte do México, alegação de perseguição, limpeza étnica dos mexicanos e índios, declaração de independência, integração nos Estados Unidos) e o estado sionista (com um processo um pouco menos linear mas, no seu conteúdo e no essencial, idêntico). Em todos estes três casos o que se tratou foi de humilhar e expulsar os povos dos  países que eram seus: os irlandeses do Ulster, os mexicanos e os índios do Texas e os palestinianos da Palestina. O que se trata agora no Kosovo é da humilhação e expulsão dos sérvios do seu território. Gratuita ou talvez não: talvez seja a vingança do facto de terem derrotado o nazismo germano-croata e o fascismo italo-albanês e integrado com iguais direitos aos sérvios tanto croatas como albaneses, ou então, a vingança do desplante de se terem negado a pagar a "dívida" ao infame FMI.

Um outro aspecto pouco focado pelos "democratas" da nossa praça é a ausência de legetimidade do actual "governo" albanês do Kosovo: só 45% dos eleitores votaram existindo um apelo ao boicote por parte dos sérvios, contestando a legitimidade de eleições em seu território à margem do seu estado. Face aos resultados, só fechando os olhos à realidade se poderão considerar tais eleições democráticas e legítimas, pois, a maioria dos eleitores seguiu o apelo sérvio ao boicote considerando, consequentemente, tais eleições ilegítimas.

No meio disto surge o "nosso" ministro dos negócios estrangeiros muito afadigado pelas "complexas" negociações com os restantes ministros similares da UE para a concertação de uma posição comum: é que se mentir cansa, encontrar estratagemas para justificar a mentira, para mais sendo "complexos", ainda cansa muito mais.

publicado por portopctp às 18:18
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Quarta-feira, 28 de Novembro de 2007

Defesa além fronteiras, uma triste teoria

Serviram-se, os chefes militares, da inumação do soldado morto no Afeganistão, realizada em Crestuma, Vila Nova de Gaia, para proferir um discurso laudatório das guerras de agressão e ocupação. Foi assim que ouvimos ser exposta pelos chefes militares - na propaganda dos habituais "democratas", subordinados ao poder político, como se vê, engajados para defender uma política  - uma teoria completa que pretende justificar a participação de tropas portuguesas na ocupação militar de outros países como se fosse uma questão técnica militar e não uma questão política: que, hoje em dia, a defesa de um país não se faz nas próprias fronteiras mas lá longe defendendo os valores da paz e da democracia onde ela não existe. Já estamos a ver onde esta teoria nos leva se for adoptada por todos os países, cada um a defender o seu conceito democracia e paz lá longe onde essa democracia não exista. Provavelmente algum se lembrará que cá não existe o seu próprio conceito de democracia e, à nossa imagem, sentir-se-á no direito de cá intervir destruindo casas, equipamentos e bens, considerando cada passante um "insurgente" e, portanto, passível de abate, bombardeando casamentos com a justificação de que foi engano, cerceando a circulação de pessoas, colaborando com limpezas étnicas (como no Kosovo, de onde centenas de milhar de sérvios e ciganos foram expulsos e assassinados com a conivência das tropas de ocupação, incluíndo as portuguesas) decidindo sobre a nossa economia e sistema político, promovendo eleições "livres" com os seus candidatos etc. etc.. Que triste teoria. E que fim trágico para a humanidade!

Saibamos opôr-nos! Exijamos o regresso das tropas portuguesas de missões de guerra (chamam-lhes de paz, os fingidos) e defendamos uma política que reconheça aos povos o seu direito de seguirem o caminho que pretendam, derrubando eles próprios e pela sua própria via os seus tiranos e ditadores.

publicado por portopctp às 07:51
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Quarta-feira, 12 de Setembro de 2007

Tantas voltas para justificar pretensões imperialistas

Depois de, em mais uma reunião informal de ministros europeus desta feita de "Assuntos Gerais e Relações Externas", terem concertado estratégias de propaganda para enganar os cidadãos europeus quanto ao "tratado constitucional" agora chamado "reformador" e talvez "de Lisboa" e afastá-los de qualquer decisão sobre a matéria nomeadamente impedindo a realização de referendos sobre esse mesmo tratado, os ministros europeus dos negócios estrangeiros (é certamente estranho e incoerente, para quem defende a UE, que sejam exactamente os ministros dos negócios estrangeiros e não, por exemplo, os ministros  da administração interna ou os primeiros ministros a tratar de um tratado que visa alterar a vida e as relações internas dentro de cada estado, dos cidadãos europeus) puseram a perorar em seu nome, sobre a "unidade" dos países da UE a propósito do Kosovo, o ministro português. Apesar do ênfase dado à unidade, acabou por se ficar sem saber em torno de quê se verificou tal unidade dada a vacuidade das palavras do ministro. Pelos antecedentes será uma unidade em torno do rasgar dos compromissos assumidos recentemente por alguns dos países que hoje formam a UE com a Sérvia (aquando do início da invasão da Sérvia pela NATO) e por todos os países que constituem hoje a UE com a ONU quando aderiram a essa organização. Só nessa base, a de estarem a ser postos em causa princípios anteriormente subscritos por todos, se compreenderá a necessidade da afirmação da unidade. Aliás, a manutenção de forças militares de países da UE, incluindo Portugal, na ocupação de parte do território sérvio, no suporte à limpeza étnica verificada na parte do território desse país ocupada militarmente e na entrega desse território nas mãos de um bando de traficantes, são já prova física desse rasgar de compromissos solenemente assumidos (com assinaturas, discursos e pompas) .

Mas não chegou ao nosso ministro fazer figura de palerma, papagueando um discurso vazio, teve de servir, mais uma vez, de pombo-correio de más notícias para o povo palestiniano e boas notícias para os sionistas: o apoio da UE aos esforços de "paz" dos sionistas. Esqueceu-se foi de nos dizer que tipo esforços são esses pela paz: são do tipo esforço pelo genocídio do povo palestiniano, afinal de contas a paz dos cemitérios (e das valas-comuns) para a qual os EUA estão desde já contribuir com a atribuição ao estado sionista de 30 mil milhões de dólares em armas do último grito.

 

EXIJAMOS O REFERENDO SOBRE O TRATADO REFORMADOR!

REGRESSO DOS SOLDADOS PORTUGUESES PRESENTES NO ESTRANGEIRO!

ABAIXO O GOVERNO SÓCRATES/CAVACO!

publicado por portopctp às 19:08
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