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Segunda-feira, 28 de Setembro de 2009

Programa eleitoral para a cidade do Porto

Órgão autárquico supra-municipal

1. Defesa da criação de órgão autárquico supra-municipal na área do Porto como órgão autárquico de eleição directa. Manutenção de apenas dois níveis autárquicos com extinção dos actuais municípios
2. Defesa da transferência das actuais competências dos municípios, de alguns organismos autónomos e algumas competências de organismos centrais no que respeita à regulação da utilização dos solos e gestão urbanística para esse órgão.
3. Gestão e controlo por parte desse órgão autárquico sobre as empresas que exploram os serviços relacionados com as principais necessidades colectivas, como sejam, a distribuição de água, electricidade, gás, bem como o saneamento, o tratamento de lixos, os transportes (incluindo portos), assegurando os níveis adequados ao respeito pelos direitos dos consumidores.
Democracia e Controlo Popular
4. Defesa intransigente de que nas sessões autárquicas abertas aos moradores, estes possam de facto expressar os seus pontos de vista, e incentivo à participação e auscultação das associações cívicas e populares.
5. Limpeza dos homens de mão que foram colocados no Órgãos Autárquicos, Empresas, Fundações e Serviços, etc. pelos Partidos que até hoje estiveram no poder. Admissões com base em critérios objectivos e claros.
6. Remunerações para os autarcas a tempo inteiro e dos cargos de nomeação política iguais ao rendimento médio dos cidadãos do respectivo círculo eleitoral.
Emprego
7. Criação de estruturas locais de apoio aos desempregados que foram despedidos ou que procuram o seu primeiro emprego.
8. Criação de estruturas de apoio à actividade económica na cidade, sem negligenciar nenhum sector e privilegiando as iniciativas empresariais que promovam o emprego com qualidade e a valorização do trabalho qualificado
Urbanismo e Habitação
9. Plano para a erradicação das zonas degradadas do Porto com a sua recuperação, reservando os espaços necessários aos equipamentos indispensáveis à vida de hoje, privilegiando a habitação e criando condições para que esta tenha preços acessíveis a todos os cidadãos. Assunção da plenitude das competências legais designadamente no que respeita à imposição da realização das obras necessárias.
10. Ouvir e respeitar os moradores no que respeita ao tipo e à localização da habitação no caso de necessidade de demolição da sua actual habitação. Significará, em muitos casos, uma nova arquitectura, própria da cidade do Porto, nomeadamente para manter os aspectos positivos do tipo de relações de vizinhança existentes.
11. Arborização da cidade, particularmente o seu centro. Todas as novas zonas de habitação passarão a ser concebidas (e concretizadas) com reserva de espaços para zonas verdes e em articulação com as construções mais antigas e as classificadas.
12. Sujeitar todos os grandes projectos a referendo.
13. Aumentar da quantidade e qualidade da oferta pública de infra-estruturas sociais, culturais, científicas e desportivas procurando o que de mais avançado e progressivo exista na matéria.
14. Municipalização dos solos urbanos, como meio de combate à especulação imobiliária, e elaboração de planos municipais transparentes e que sirvam as populações, destinados a apoiar a construção, preservação, reabilitação e disponibilização de habitações condignas a preços acessíveis para todos os habitantes do Porto.
15. Reforço da fiscalização camarária. Melhoria da eficiência dos Serviços. Clareza nos critérios. 
Mobilidades
16. Plano para aproximação da habitação do local de trabalho em articulação com o plano recuperação das zonas degradadas do Porto.
17. Criação (obrigatoriamente em articulação com os municípios vizinhos) de parques de estacionamento localizados na periferia da área metropolitana, vigiados e cujo título de aparcamento dê direito a circular todo o dia dentro da área metropolitana do Porto na rede de transportes públicos
18. Reordenação completa do trânsito na área metropolitana do Porto com prioridade máxima aos peões e aos transportes públicos, a construção e reparação eficazes das vias, proibição de cargas e descargas nos períodos de maior movimento e perseguição implacável aos “homicidas do volante”.
19. Proibição progressiva da circulação automóvel no centro do Porto, com excepção dos transportes públicos, que serão melhorados e desenvolvidos.
20. Alargamento da rede de Metropolitano de forma a unir, de um extremo ao outro, toda a área metropolitana do Porto.
Cultura e Educação
21. Apoio às colectividades e iniciativas culturais e artísticas disponibilizando para o efeito os equipamentos e outros meios considerados indispensáveis.
22. Transformar as escolas nos verdadeiros centros das comunidades, promovendo no seu seio actividades culturais abertas à sociedade, dotando-as do pessoal e dos equipamentos necessários para as manter abertas por um período de tempo mais alargado e com mais actividades.
23. Eliminação das deficiências na cobertura da rede de estabelecimentos de ensino pré-escolar.
Saúde
24. Estender a todas as habitações o saneamento básico
25. Não aceitação da transferência da responsabilidade sobre os Centros de Saúde da alçada do Ministério da Saúde para a alçada das autarquias locais, sem a transferência correspondente dos meios necessários a essa responsabilidade.
26. Activar plano de combate ao problema da droga que consiste no recenseamento voluntário dos toxicodependentes, na distribuição gratuita sob prescrição médica da dose mínima indispensável e no apoio à desintoxicação e à integração social.
Ambiente
27. Combater tenazmente todas as formas de poluição. Proibição de todas as actividades e equipamentos que possam lesar o direito à qualidade de vida dos cidadãos.
Segurança
28. Particular atenção às questões relativas à segurança, recusando ver esta como um mero caso de polícia e repudiando o discurso securitário da direita mais cavernícula. A segurança passa por lutar contra o despovoamento da cidade e contra a “ghettização” dos seus bairros, adoptar uma nova e corajosa política contra a droga, combater a exclusão social e criar as condições mínimas de subsistência e de vida a todos os cidadãos e também combater a insegurança no trabalho, autêntico escândalo nacional, responsável pelo maior índice de sinistralidade laboral.
29. Actualização permanente dos planos da protecção civil, contra todas as catástrofes, com o reforço dos meios dos bombeiros, de forma a assegurar a conveniente segurança dos cidadãos.
30. Serão mal-vindos à cidade do Porto os representantes dos governos que mantêm tropas de ocupação noutros países, o que inclui nomeadamente o governo português, com a excepção daqueles que renegarem publicamente, nesse domínio, a política do governo que representam.
NO PRÓXIMO DIA 11 DE OUTUBRO, APOIA O MANDATO POPULAR NO PORTO!
VOTA PCTP/MRPP!
 
Porto, 26 de Setembro de 2009
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Segunda-feira, 5 de Março de 2007

Quanto valem as vidas perdidas ingloriamente no mar?

Embora já tenham passado dois meses (5 de Janeiro) sobre o momento em que foi escrito este texto do camarada Garcia Pereira, a sua actualidade permanece, pelo que o transcrevemos na íntegra.

Na semana passada, entre o estupefacto e o indignado, todos tomámos conhecimento da morte de três pescadores e do desaparecimento (e quase certo falecimento) de outros três, na sequência do naufrágio, numa praia ao Norte da Nazaré, da embarcação de pesca em que todos trabalhavam.

Isto com a embarcação encalhada, com o mar revolto mas a uns escassos 40 metros da praia, e com familiares, amigos e passeantes de ocasião a assistirem, durante horas a fio, ao desaparecimento, um a um, daqueles seis pescadores antes que o socorro chegasse.

Perante a justa indignação que semelhante barbárie suscitou eis que o Governo determinou o habitual inquérito que, tal como habitualmente, concluiu no essencial que nada havia a fazer de mais ou melhor e que nada há a apontar ao sistema de socorro e salvamento em Portugal.

E todavia seis vidas se perderam ingloriamente, no maior dos desesperos que se pode sentir, os náufragos pela dramática demora do tão desejado socorro e os seus familiares e amigos pela impotência em não conseguir salvar quem ali tão perto resistia tão estóica quanto, afinal, inutilmente.

Eram tais mortes inevitáveis? É óbvio que não! E é preciso dizer antes de mais que elas ocorreram - e, infelizmente, outras continuarão a ocorrer se nada de substancial se modificar entretanto - porque em matéria de segurança e salvamento marítimo está (quase) tudo mal em Portugal. O que aliás constitui uma ácida e negra ironia num país com tão grandes tradições náuticas e com uma Zona Económica Exclusiva quase vinte vezes maior que o território continental.

Antes de mais, é notório que aquilo que mais podia e devia constituir uma das nossas maiores riquezas, ou seja, as nossas águas, já há muito que, do ponto de vista do desenvolvimento estratégico do nosso país foi abandonado pelos sucessivos governos. Os fundos comunitários, longe de terem servido para modernizar e reapetrechar a nossa frota pesqueira, representaram antes "os  30 dinheiros" da sua destruição; os vastíssimos recursos naturais dos nossos mares foram abandonados aos apetites das principais frotas estrangeiras, a começar pela espanhola; os meios investidos na fiscalização e patrulhamento são dramaticamente escassos, tornando fácil e frequentemente impune a violação das regras relativas ao respeito pelo limite das águas territoriais, à salvaguarda do ambiente e ao combate à poluição e ao tráfico de droga.

O mar que poderia, e deveria, constituir uma importante mais-valia e uma poderosa alavanca do nosso desenvolvimento deixou de ser pensado, concebido e tratado como tal.

A pesca foi praticamente extinta, a investigação científica quase não existe e os nossos biólogos marítimos são obrigados a emigrar. A própria náutica de recreio - mercê também da actuação de organismos mais ou menos medievais como as Administrações dos Portos - é hoje estrangulada por toda a sorte de constrangimentos, a começar pelos elevadíssimos custos (é muito mais caro manter uma embarcação numa marinaportuguesa do que numa espanhola). A vela, de desporto absolutamente essencial e de escola de formação, é cada vez mais convertida em "hobby" de apenas algumas elites.

E um objectivo fundamental para o desenvolvimento do país como o de devolver a Lisboa o papel de um dos maiores e mais bem apetrechados portos da Europa e com uma das melhores localizações geo-estratégicas não faz parte da agenda política dos nossos governantes.

Por esta lógica, o mar e quem lá anda, sobretudo quem lá anda a lutar pela vida, sua e dos seus, são pois coisa "de somenos".

Do ponto de vista do papel das Forças Armadas, e muito em particular da Marinha e Força Aérea, todos percebemos que, para mais num país como o nosso - sem nenhum risco próximo de guerras, a não ser as que resultam do seu envolvimento em guerras de agressão às ordens do imperialismo americano -, o seu esforço principal, em termos de tarefas e de meios, deveria estar centrado não nos "jogos de guerra" que servem apenas para entreter um gigantesco número de almirantes e generais, mas sim nas missões de paz, e fundamentalmente nas operações de patrulhamento, fiscalização, busca e salvamento.

Mas obviamente não estão! E é preciso dizer também que não está em causa o empenhamento pessoal e o profissionalismo de todos quantos na Marinha e na Força Aéres levam a cabo esse tipo de missões, e que naturalmente procuram sempre dar o melhor que sabem e podem.

A questão é, porém, outra. Portugal não tem barcoss salva-vidas de alto mar (ao estilo dos correspondentes navios e lanchas da Guarda Costeira norte-americana, caracterizados pela sua alta velocidade, elevada manobrabilidade e grande capacidade para enfrentar praticamente qualquer tipo de mar) e os nossos salva-vidas costeiros são poucos, obsoletos e desprovidos dos meios adequados a realizar cabalmente missões deste tipo.

Quase sempre essas missões são, entre nós, levadas a cabo por fragatas e patrulhas que, mau grado o grande e dedicado esforço a que as respectivas tripulações se têm dedicado, não são manifestamente embarcações vocacionadas para o socorro marítimo.

Em particular no Continente - a situação é algo diferente nas Regiões Autónomas, em particular na da Madeira - a Polícia Marítima também não tem vocação nem formação específica nem meios para operações de socorro no mar. Torna-se assim bem mais fácil andar a passar multas por falta do alfinete de dama que deve existir a bordo de cada embarcação do que ir arriscar a vida a procurar salvar alguém que está em perigo. E quantos episódios se não conhecem de situações em que a primeira preocupação não foi a de ocorrer ao pedido de socorro mas antes tratar de exigir a identificação da estação rádio emissora do pedido de auxílio... E no naufrágio junto à Nazaré, a verdade é que a Polícia Marítima comparece na praia para assistir ao desenrolar do sinistro, com uma carrinha que nem uma única bóia ou um cabo transportava!

Na esmagadora maioria dos casos não existem nem nas capitanias, nem nas corporações de bombeiros meios de salvamento que muito provavelmente teriam podido salvar pelo menos algumas vidas das que agora se perderam: nem canhões ou foguetes lança-cabos, nem sistemos de vai-e-vem, nem pranchas, nem motas de água (utilíssimo instrumento de salvamento, como aliás se viu por exemplo na Boca do Inferno, em Cascais) por conseguirem ir onde nenhum outro tipo de embarcação, pela proximidade de costa, pela pouca profundidade ou pela existência de redes, consegue chegar. No caso do naufrágio da Nazaré foi referido que haveria algures uma moto de água mas que, por razões burocráticas (falta de registo?), não teria sido autorizada a sair para o mar!?

Desinvestiu-se claramente, por razões economicistas de "poupança", na formação, designadamente dos pescadores, desprezando assim a criação de uma cultura e de um treino contínuos de prevenção e segurança no mar.

Exactamente por o mar ser de todo uma prioridade e de as Forças Armadas não terem, como deviam, esse tipo de missões como seu principal papel, apesar de haver em Portugal várias Bases Aéreas, existe uma única (a do Montijo) onde estão sediados aparelhos equipados e tripulações treinadas para o socorro marítimo. E porque custa "muito caro" ter continuamente uma aeronave e respectiva tripulação em condições de levantar voo num muito curto espaço de tempo, o levar a cabo essa operação de descolagem leva, pelo menos, 45 minutos!? E a tal demora se terá ainda que somar o tempo de percurso, necessariamente tão mais longo quanto mais longínquo for o local de destino.

O que tudo significa que, desde que é activado o pedido de socorro (seja pela ligação da rádio-baliza EPIRB seja pelo lançamento de um "May-Day" via rádio) - que, pela própria natureza das coisas, significa que há a estrita necessidade de socorro urgente - com este sistema, até à chegada de tal socorro via helicóptero decorrerá pelo menos cerca de hora e meia a duas horas, e nalguns casos poderá demorar bastante mais do que isso.

Ora, numa situação de naufrágio, em que todos os segundos contam, esse lapso de tempo, aliado à inexistência de meios adequados em terra e no mar próximo, significará quase sempre a perda de vidas, que de outra forma, com outro sistema e com outros meios, poderiam ser salvas.

Não se trata de iludir o mau estado do mar na madrugada do naufrágio, as eventuais dificuldades na exacta localização do sinistro (o que também tem muito a ver com a falta de articulação, designadamente em termos de comunicações, entre as diferentes forças e equipas envolvidas) e o inegável risco de um resgate aéreo naquelas condições (de vento, de ondulação, de mastros da embarcação, etc.), bem como de uma aproximação por mar (devido às redes a flutuarem em redor do casco e à sonda reduzida do local).

Mas trata-se, isso sim, de dizer que com outro sistema, outros meios e outros equipamentos tinha sido seguramente possível fazer muito mais, e mais eficazmente, e que muito possivelmente aquelas vidas poderiam ter sido salvas. E que todos os que se indignaram com as condições em que aqueles seis homens do mar se perderam têm afinal toda a razão do Mundo nessa raiva e nessa sua indignação!

E as perguntas que estão agora colocadas, antes de mais aos governantes e principais responsáveis deste País, mas também a todos e cada um de nós, e que não podem mais ser iludidas, são estas:

Justifica-se ou não que um País como o nosso tenha um sistema de busca e salvamento no mar bem mais eficaz do que aquele de que dispõe hoje, e muito em particular para as águas costeiras? E as Forças Armadas, bem como as forças policiais marítimas e as corporações de bombeiros das zonas costeiras, devem ou não ter como vertente principal da sua organização, formação e equipamento exactamente esse tipo de operações de socorro, devendo ser feito um esforço sério nesse tão necessário apetrechamento?

E para aqueles fariseus do templo que - como sempre e sobretudo agora, claro que em nome do sacrossanto défice - acorram a responder que "isso sai caro", impõe-se olhá-los nos olhos e perguntar-lhes se os F-16, que são tão só armas de guerra e que andamos a comprar em segunda ou terceira mão, não são muito mais caros. Mas sobretudo perguntar-lhes quanto valem então para eles as vidas daqueles seis homens, quanto vale o desgosto das mulheres que ficaram viúvas, a perda dos filhos que ficaram órfãos, a dor dos pais que viram desaparecer a carne da sua carne? Quanto valem agora os dias e as noites sem fim, de saudades, de silêncios, de sonhos e de desesperos?

QUANTO VALEM?

Lisboa, 5 de Janeiro de 2007

 

António Garcia Pereira

publicado por portopctp às 11:44
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Sexta-feira, 2 de Setembro de 2005

30 pontos para devolver o Porto ao Povo

Região Especial do Porto 1. Defesa da criação da Região Especial do Porto como órgão autárquico de eleição directa. Substituição dos actuais municí-pios e freguesias por entidades intermédias com população, nas zonas urbanas entre os 15.000 e os 20.000 habitantes, nas zonas rurais nunca superior a 20.000 habitantes e competên-cias maiores que as freguesias mas menores que os municípios. 2. Transferência das actuais competências dos municípios, de alguns organismos autónomos e algumas competências de organismos centrais no que respeita à regulação da utilização dos solos e gestão urbanística para a Região Especial. 3. Gestão e controlo por parte da Região Especial sobre as em-presas que exploram os serviços relacionados com as principais necessidades colectivas, como sejam, a distribuição de água, electricidade, gás, bem como o saneamento, o trata-mento de lixos, os transportes (incluindo portos), assegurando os níveis adequados ao respeito pelos direitos dos consumidores. Democracia e Controlo Popular 4. Defesa intransigente de que nas sessões autárquicas abertas aos munícipes, estes possam de facto expressar os seus pontos de vista, e incentivo à participação e auscultação das associações cívicas e populares. 5. Limpeza dos homens de mão que foram colocados na Câmara, Empresas, Fundações e Serviços, etc. pelos Partidos que até hoje estiveram no poder. Admissões com base em critérios objectivos e claros. 6. Remunerações para os autarcas a tempo inteiro iguais ao rendimento médio dos cidadãos do respectivo círculo eleitoral. Emprego 7. Criação de estruturas camarárias de apoio aos desempregados que foram despedidos ou que procuram o seu primeiro emprego. Urbanismo e Habitação 8. Plano municipal para a erradicação das zonas degradadas do Porto com a sua recuperação, reservando os espaços necessários aos equipamentos indispensáveis à vida de hoje, privilegiando a habitação e criando condições para que esta tenha preços acessíveis a todos os cidadãos, por exemplo através da dissuasão da manutenção de casas vagas criando taxa municipal especial a aplicar às habitações desabitadas. Assunção da plenitude das competências legais designada-mente no que respeita à imposição da realização das obras necessárias. 9. Ouvir e respeitar os moradores no que respeita ao tipo e à localização da habitação no caso de necessidade de demolição da sua actual habitação. Significará, em muitos casos, uma nova arquitectura, própria da cidade do Porto, nomeadamente para manter os aspectos positivos das ainda actuais ilhas, ou seja, o tipo de relações de vizinhança existentes. 10. Arborização da cidade, particularmente o seu centro. Todas as novas zonas de habitação passarão a ser concebidas (e concretizadas) com reserva de espaços para zonas verdes e em articulação com as construções mais antigas e as classificadas. Todos os grandes projectos serão sujeitos a referendo municipal. 11. Aumentar da quantidade e qualidade da oferta pública de infra-estruturas sociais, culturais, científicas e desportivas procuran-do o que de mais avançado e progressivo exista na matéria. 12. A municipalização dos solos urbanizáveis será usada com o objectivo de evitar a especulação imobiliária e permitir um preço mais baixo da habitação. 13. Reforço da fiscalização camarária. Melhoria da eficiência dos Serviços. Clareza nos critérios. 14. Considerar as escolas o centro da vida cidade. Mobilidades 15. Plano para aproximação da habitação do local de trabalho em articulação com o plano recuperação das zonas degradadas do Porto. 16. Criação, em articulação com os municípios vizinhos, de parques de estacionamento localizados na periferia da área metropolitana, vigiados e cujo título de aparcamento dê direito a circular todo o dia dentro da área metropolitana do Porto na rede de transportes públicos 17. Reordenação completa do trânsito na área metropolitana do Porto com prioridade máxima aos peões e aos transportes públicos, a construção e reparação eficazes das vias, proibição de cargas e descargas nos períodos de maior movimento e perseguição implacável aos “homicidas do volante”. 18. Proibição progressiva da circulação automóvel no centro do Porto, com a excepção dos transportes públicos, que serão melhorados e desenvolvidos. 19. Alargamento da rede de Metropolitano de forma a unir, de um extremo ao outro, toda a Região Especial do Porto. Cultura e Educação 20. Apoio às colectividades e iniciativas culturais disponibilizando para o efeito os equipamentos e outros meios considerados indispensáveis. 21. Transformar as escolas nos verdadeiros centros das comunida-des, promovendo no seu seio actividades culturais abertas à sociedade, dotando-as do pessoal e dos equipamentos neces-sários para as manter abertas por um período de tempo mais alargado e com mais actividades. 22. Eliminação das deficiências na cobertura da rede de estabeleci-mentos de ensino pré-escolar. Saúde 23. Estender a todas as habitações o saneamento básico 24. Não aceitação da transferência da responsabilidade sobre os Centros de Saúde da alçada do Ministério da Saúde para a alçada da Câmara, sem a transferência correspondente dos meios necessários a essa responsabilidade. 25. Activar plano de combate ao problema da droga que consiste no recenseamento voluntário dos toxicodependentes, na distribuição gratuita sob prescrição médica da dose mínima indispensável e no apoio à desintoxicação e à integração social. Ambiente 26. Combater tenazmente todas as formas de poluição. Proibição de todas as actividades e equipamentos que possam lesar o direito à qualidade de vida dos cidadãos. Segurança 27. Particular atenção às questões relativas à segurança, recusan-do ver esta como um mero caso de polícia e repudiando o discurso securitário da direita mais cavernícula. A segurança passa por lutar contra o despovoamento da cidade e contra a “ghettização” dos seus bairros, adoptar uma nova e corajosa política contra a droga, combater a exclusão social e criar as condições mínimas de subsistência e de vida a todos os cidadãos e também combater a insegurança no trabalho, autêntico escândalo nacional, responsável pelo maior índice de sinistralidade laboral. 28. Actualização permanente dos planos da protecção civil, contra todas as catástrofes, com o reforço dos meios dos bombeiros, de forma a assegurar a conveniente segurança dos cidadãos. 29. Extinção da polícia municipal e a sua reintegração na PSP ou nos bombeiros. 30. Serão mal-vindos à cidade do Porto os representantes dos governos que mantêm tropas de ocupação noutros países, o que inclui nomeadamente o governo português, com a excepção daqueles que renegarem publicamente, nesse domínio, a política do governo que representam. Porto, 2 de Setembro de 2005 porto@pctpmrpp.org
publicado por portopctp às 23:24
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