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Domingo, 6 de Setembro de 2009

A asfixia

Já tínhamos visto cinismos, mas nada como estes: cada um dos asfixiadores da democracia consegue ter o cinismo suficiente para, no mesmo tempo que pratica o acto de asfixiar a democracia, fazer, ele próprio, a denúncia de que se vive um clima de "asfixia  democrática".

Pois que outra coisa é, senão asfixiar a democracia, aceitar e participar em debates entre apenas cinco dos quinze partidos e coligações que se apresentam às eleições?

Ainda para mais, quando foram esses mesmos cinco partidos que aprovaram leis que  nos "garantem" a existência, nas campanhas eleitorais, de condições de igualdade na difusão das ideias, das posições e dos programas políticos entre todos os partidos e forças políticas que se apresentem a essas eleições. Queremos, por isso, saber como é que esses arautos da democracia e denunciadores do clima da sua asfixia, prevêem que essas outras dez forças políticas consigam difundir, nas "condições de igualdade" previstas na lei, os seus programas, as suas posições e suas ideias! Estamos a vê-los, tão satisfeitos consigo próprios, que nem dão conta da existência de outros partidos... ou melhor, dar conta dão, só que muito lhes convém silenciarem todos os outros.

E também queremos saber o que vai fazer "o mais alto magistrado da nação" que, dada a tão grande preocupação com as implicações da falta de liberdade de imprensa na qualidade da democracia manifestada recentemente, só pode estar absolutamente preocupado com a ausência do que é de mais elementar para que se verifiquem condições mínimas de democracia: a igualdade entre candidaturas para a apresentação das suas propostas, posições e ideias. Pois é!... é que quando se trata das condições mínimas exigíveis para que um acto eleitoral seja democrático,  nas lides da imprensa com as candidaturas, não há "critérios jornalísticos" legítimos para além do respeito pelo princípio da  igualdade de tratamento das candidaturas. E isso é o que não acontece. Apenas acontece... a asfixia.

 

Nota: tomámos aqui, para efeito deste texto, um dos sentidos possíveis para a frase "asfixia democrática", mas há muitos outros, à luz dos quais, tanto os principais utilizadores da frase como a realidade, aparecem como autênticas nódoas.

 

publicado por portopctp às 23:07
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Segunda-feira, 28 de Janeiro de 2008

Judas!

O director do JN deu-nos ontem a "honra" de nos prendar com um vaticínio: a extinção. Já nos tínhamos desabituado (se é que alguma vez nos habituámos) de "merecer" qualquer referência fora dos comentários aos resultados eleitorais ou  fora das duas linhas que nos dedicam por obrigação durante as campanhas eleitorais. Qualquer posição política nossa não têm "interesse jornalístico",  arrogam-se eles. Nem numa rubrica de "folclore", onde o dito senhor nos classifica "ontem e hoje", temos direito a quatro linhas. Mas se estas linhas foram "duras", não são elas que nos fazem escrever: fartos estamos nós que nos vaticinem um fim e que menosprezem os nossos pontos de vista políticos. Já temos couraça, nenhuma provocação nos afecta. O verdadeiro motivo é termos prescutado um leve pendor, um pedido de desculpas envergonhado, uma espécie de acto de contricção cobarde. Claro que dispensamos o "estou com eles" do director do JN. Não precisamos de "apoio moral", mas o atarantamento demonstrado tem que se lhe diga. É revelador de uma posição que é capaz de dar suporte à violação dos direitos dos cidadãos mas que fica eternamente prisioneira de remorsos. Vende-se, mas depois enforca-se. Judas! 

publicado por portopctp às 19:48
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Quinta-feira, 3 de Janeiro de 2008

Lógica ilógica

Uma onda de estupidez varreu os "nossos" comentadores: "não compreenderam" a "inquietação" do presidente da república manifestada na sua mensagem de ano novo com as seguintes palavras "sem pôr em causa o princípio da valorização do mérito e a necessidade de captar os melhores talentos, interrogo-me sobre se os rendimentos auferidos por altos dirigentes de empresas não serão, muitas vezes, injustificados e desproporcionados, face aos salários médios dos seus trabalhadores". E nós estamos em condições de confirmá-lo: de facto não compreenderam! Mas não essa parte, o que "não compreenderam" foi o conjunto do discurso: viram críticas ao governo, mas não viram a "cooperação estratégica". E esse é que é o aspecto principal, o que faz deste governo o governo Sócrates/Cavaco que é preciso os trabalhadores derrubarem. Tratou-se apenas de um contributo pessoal do presidente para a "melhoria" da actividade do governo ao nível da propaganda da mentira e da continuação da criação das condições políticas e repressivas para uma maior exploração do trabalho humano, nada mais. Mas os porquês apresentados pelos "nossos" comentadores para a dita incompreensão (nesses porquês, para eles, são duas coisas distintas, salários dos trabalhadores e remunerações dos altos dirigentes, que nada têm a ver umas com as outras - metafísica no seu esplendor, será que voltámos ao século XVIII?) são eles mesmos estúpidos e vão alimentar exactamente o que negaram na análise ao conjunto: pela sua lógica, afinal de contas, não é responsabilidade do governo, e portanto nem essa parte do discurso é crítica ao governo, a existência dessa desproporcionalidade observada pelo presidente. Vejamos como com a lógica dos "nossos" comentadores se pode ver, por exemplo, o caso da UNICER: os accionistas deram um "mandato" à nova administração (como sempre aumentar os lucros) e um contrato que os renumera função dos resultados (para além da remuneração base, já de si principesca); isso é "um desafio" para os novos administradores; para estes a solução é reestruturarem a empresa, mas devido à sua "elevada inteligência" e "sentido estratégico" a única solução que encontram é fechar serviços, tantos que ultrapassaram mesmo a cota legal relativa às rescisões "amigáveis" e, em simultâneo, contratar externamente alguns desses mesmos serviços embora que por menor preço (disto não temos realmente a certeza, só temos a certeza que os salários dos novos trabalhadores das empresas contratadas são bem menores que os dos trabalhadores despedidos, caso do serviço logístico de Leça do Balio); tudo isto suportado nas leis aprovadas pelos governos, ou melhor, suportado nas aplicações das leis (são duas coisas distintas as leis e as suas aplicações, sendo que estas dependem da correlação de forças na sociedade); portanto, na lógica dos "nossos" comentadores o aspecto interessante que é preciso "compensar" é o "sentido estratégico" dos administradores, os aspectos desinteressantes e desprezíveis são que essa "compensação" está na relação inversa da média dos salários dos trabalhadores e que depende das leis aprovadas pelos governos (no seu "espírito" ou na forma como são aplicadas). Esta a lógica ilógica dos "nossos" comentadores.

ABAIXO OS VERMES DA CANETA!
ABAIXO O GOVERNO SÓCRATES/CAVACO!

publicado por portopctp às 08:45
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